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Xi retorna a Pequim após intensificar laços com países da Ásia Central

Internacional|Do R7

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Pequim, 14 set (EFE).- O presidente da China, Xi Jinping, retornou a Pequim após uma viagem de dez dias pela Rússia e países da Ásia Central, na qual assinou acordos de cooperação energética e intensificou a relação com uma região que o gigante asiático considera importante, informou neste sábado a agência oficial chinesa "Xinhua". A Ásia Central é uma importante fornecedora de gás natural e petróleo para a China e Pequim busca o apoio dos países da região na luta contra aqueles que considera como a principal ameaça para sua estabilidade interna, os grupos radicais uigur na província de Xinjiang. Os uigur, a principal minoria étnica em Xinjiang, praticam a religião muçulmana e mantêm estreitos laços culturais e linguísticos com os povos da Ásia Central. Em declarações divulgadas pela "Xinhua", o ministro das Relações Exteriores do país, Wang Yi, que acompanhou Xi em sua viagem, afirmou que "a Ásia Central se transformou em um parceiro estratégico da China em cooperação econômica, comercial e energética". Em sua viagem, que começou no último dia 3, Xi visitou Turcomenistão, Rússia - para participar da cúpula do G20 em São Petersburgo -, Uzbequistão, Cazaquistão e Quirguistão. Entre outras coisas, durante a viagem a China e os quatro países centro-asiáticos - aliados tradicionais da Rússia - concordaram em colaborar para estabelecer o "cinturão econômico da Rota da Seda", uma plataforma para uma cooperação regional mais estreita. Como parte deste projeto, os líderes fizeram acordos para aprofundar suas relações na cooperação energética, aumentar o volume comercial e melhorar as conexões para o transporte entre os diferentes países. Durante a viagem, o presidente da China não se limitou a fechar acordos comerciais, mas também abordou com seus vizinhos as questões de segurança na região. Xi participou no Quirguistão da cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai, na qual estão integrados Rússia, China e os países centro-asiáticos. Segundo Wang, na reunião os membros concordaram em fortalecer o diálogo e a coordenação, reforçar a cooperação em matéria de segurança e conciliar seus esforços na luta contra o que a China classifica como "as três forças do mal", o terrorismo, o separatismo e o extremismo. A China garante que grupos radicais uigur, como o Movimento Islâmico do Turquestão Ocidental, mantêm vínculos com organizações como o Movimento Islâmico do Uzbequistão e o Partido do Renascimento Islâmico do Tadjiquistão. A realização da cúpula coincidiu com a condenação à morte, na quinta-feira passada em Xinjiang, de três uigures acusados de terrorismo. EFE mv/rpr

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