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JR ENTREVISTA: Gilmar Mendes critica pressões sobre o STF e alerta para uso político de ataques

Ministro afirma que críticas ao Supremo aumentam em períodos eleitorais e defende atuação institucional

JR Entrevista|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gilmar Mendes critica pressões políticas sobre o STF (Supremo Tribunal Federal) durante períodos eleitorais.
  • Defende que ataques a ministros devem ser analisados por órgãos competentes, como a PGR e a Polícia Federal.
  • Rebate tentativas de indiciamento de ministros, afirmando que a imunidade parlamentar não deve ser usada para abusos.
  • Questiona a criação de um Código de Ética para o STF, defendendo que mudanças devem ser consensuais e discretas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (22) é o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre críticas à corte, disputas políticas, investigações recentes e o papel do Judiciário em temas sensíveis do país.

Durante a entrevista, Mendes rebateu declarações do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, que acusou o Supremo de proteger “intocáveis”. O ministro afirmou que ataques desse tipo têm motivação eleitoral, bem como defendeu que declarações de autoridades com responsabilidade institucional sejam analisadas por órgãos como a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Polícia Federal.


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Gilmar também criticou a tentativa do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) de pedir o indiciamento de ministros do STF. Segundo ele, a imunidade parlamentar não pode ser usada como escudo para abusos, e classificou esse tipo de iniciativa como indevida, especialmente quando relacionada a decisões judiciais, como a concessão de habeas corpus.

O ministro reforçou que críticas ao Supremo fazem parte do debate público, mas destacou que ataques com motivação política, especialmente em períodos eleitorais, têm se tornado recorrentes e exigem resposta institucional.


Ao comentar o caso envolvendo o Banco Master, Gilmar afirmou que o envolvimento do STF é “marginal” e avaliou que o episódio revela uma crise mais ampla no mercado financeiro. Ele comparou a situação a um modelo semelhante a pirâmides financeiras e disse que atribuir responsabilidade ao Supremo seria uma tentativa de desviar o foco do problema, que, segundo ele, está no mercado e na fiscalização de órgãos como o Banco Central e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O ministro ainda se posicionou contra a forma como vem sendo discutida a criação de um Código de Ética para o STF, proposta defendida pelo presidente do Supremo, Edson Fachin. Gilmar afirmou que mudanças internas devem ocorrer de maneira consensual e sem exposição excessiva.


O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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