Gilmar Mendes critica condução de discussões sobre o Código de Ética do STF
Ministro afirmou que o assunto deveria ter sido debatido entre os integrantes do Tribunal
Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília

Ainda durante a entrevista exclusiva concedida à RECORD, o ministro Gilmar Mendes afirmou que o código de ética ou de conduta do Supremo Tribunal Federal, proposto pelo presidente da Corte, Edson Fachin, deveria ter sido apresentado aos ministros antes de ser levado ao conhecimento público.
Ele citou a mudança sobre decisões individuais e limites para pedidos de mais tempo para analisar processos sob a presidência da ministra aposentada Rosa Weber como exemplos.
“Nós vínhamos sofrendo um grande desgaste com as decisões monocráticas e com os pedidos de vista que se acumulavam. O que fez a ministra Rosa Weber nos reuniu, como deve fazer o presidente, e disse: ‘A mim me parece que esse assunto precisa ser resolvido’. Colocou uma proposta de regimento na mesa, e todos nós votamos. Veja, se conduziu isso internamente sem maiores problemas”, afirmou o ministro.
Gilmar também criticou a possibilidade de um eventual comitê para supervisionar os ministros.
“A mim me parece, e aí eu não vou ficar fazendo jogo de culpa, que isso se tornou a salvação da lavoura. ‘Agora vai ter um código de ética’, e aí outros avançam: ‘E vai ter um comitê para supervisionar os ministros’. Talvez tragam para esse comitê o papa ou o Trump, né? E isso fica engraçado, sabe? É uma forma de como não fazer as coisas. Se o interesse é ficar debatendo, dando satisfação para a mídia, conduza-se dessa maneira. Agora, se quer resolver, é de outra maneira.”
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