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JR ENTREVISTA: secretário diz que governo quer impedir que cadeias virem ‘escritórios do crime’

Chico Lucas defende integração entre forças de segurança e monitoramento financeiro para enfraquecer facções

JR Entrevista|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Chico Lucas, secretário nacional de Segurança Pública, apresenta o Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado, com investimento de R$ 11 bilhões.
  • A estratégia inclui fortalecer o sistema penitenciário e combater o fluxo financeiro de facções criminosas.
  • Novas ações como o programa Celular Seguro visam combater a receptação de aparelhos roubados e responsabilizar comerciantes envolvidos.
  • O secretário destaca o feminicídio como um grande desafio e a necessidade de integrar dados sobre segurança pública e saúde para proteger mulheres em risco.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (13) é o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre o Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado, lançado pelo governo federal, que prevê investimento de R$ 11 bilhões, ampliação do rigor no sistema penitenciário e ações integradas para enfraquecer facções criminosas.

Durante a entrevista, Chico Lucas afirmou que o plano foi construído em conjunto com secretários estaduais, polícias, Ministério Público e representantes da sociedade civil. Segundo ele, a estratégia se baseia em quatro eixos: combate ao fluxo financeiro das facções, enfrentamento ao tráfico de armas, aumento da elucidação de homicídios e endurecimento do sistema penitenciário.


“Se o lucro é o objetivo final e também é o motor da dominação, porque com dinheiro você consegue comprar mais armas, corromper agentes públicos, a asfixia financeira é o eixo principal”, declarou.

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O secretário explicou que o governo pretende replicar em 138 unidades penitenciárias estaduais, o equivalente a 10% das 1.380 unidades do país, o modelo adotado nas penitenciárias federais de segurança máxima. As unidades concentram presos considerados de alta periculosidade, como homicidas, líderes de facções e estupradores.


“Não dá pra gente permitir que essas pessoas continuem atuando de dentro da cadeia, fazendo das cadeias escritórios do crime”, afirmou. Chico Lucas também defendeu o monitoramento de presos ligados a organizações criminosas e disse que decisões que fragilizem esse sistema “sejam exceções”.

Ao comentar o combate aos crimes financeiros e golpes virtuais, o secretário afirmou que o Ministério da Justiça trabalha em conjunto com Banco Central, Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e Polícia Federal para identificar movimentações suspeitas e fortalecer a fiscalização sobre fintechs.


Segundo ele, a integração de dados e o uso de inteligência são fundamentais para o enfrentamento ao crime organizado. “Hoje a gente já tem na nossa infraestrutura dados suficientes. O que está faltando é essa integração, esse arranjo institucional para que esses dados consolidados sirvam ao combate à criminalidade”, declarou.

Na entrevista, Chico Lucas também falou sobre a nova fase do programa Celular Seguro, que deve focar no combate à receptação de aparelhos roubados. A estratégia prevê identificar usuários de celulares furtados ou roubados e notificá-los para devolução dos aparelhos.


“A gente tá agora com a base de dados de 2,5 milhões de celulares roubados. E só de São Paulo são mais de 1 milhão”, afirmou. O secretário disse ainda que o governo pretende responsabilizar comerciantes envolvidos na cadeia de venda de celulares roubados e desestimular o mercado ilegal.

No final da entrevista, o secretário classificou o feminicídio como um dos maiores desafios da segurança pública no país e defendeu mudanças culturais e ações de prevenção. “Em briga de marido e mulher todos devem meter a colher”, declarou.

Chico Lucas afirmou ainda que o governo trabalha na integração de dados da segurança pública e da saúde para identificar mulheres em situação de risco e reforçou que o agressor precisa ter consciência de que vai responder pelo crime, “a gente tem que transformar esse agressor em um excluído da sociedade”, finalizou.

O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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