JR ENTREVISTA: embaixador italiano detalha nova lei da cidadania e relações comerciais com o Brasil
Alessandro Cortese explica impactos da nova legislação para descendentes e destaca crescimento econômico bilateral
JR Entrevista|Do R7, em Brasília
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O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (30) é o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre as mudanças na lei da cidadania italiana, os efeitos da nova legislação para a comunidade ítalo-descendente no Brasil, o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Itália e a possibilidade de uma visita da primeira-ministra Giorgia Meloni ao Brasil.
Durante a entrevista, Cortese explicou que a nova legislação sobre cidadania italiana já está em vigor e foi impulsionada por entendimentos da Corte Suprema italiana.
Segundo ele, apesar das restrições impostas, foram incluídas medidas que podem beneficiar descendentes de italianos. “Se um ítalo-descendente mora na Itália por dois anos, pode tomar a cidadania italiana, e normalmente deveriam ser 10 anos, então [está] muito mais rápido”, afirmou.
O embaixador também destacou que houve ampliação no prazo para registro de menores que já tinham direito à cidadania antes da mudança legislativa. “Agora, a lei da cidadania italiana é muito próxima à lei da cidadania de todos os países do mundo.”
Ao abordar as relações econômicas entre Brasil e Itália, Cortese afirmou que o cenário é de crescimento contínuo. Segundo ele, mais de 1.100 empresas italianas estão presentes no Brasil, número superior ao registrado no ano anterior, e o comércio bilateral já alcança cerca de 12,5 bilhões, com crescimento superior a 14% no último ano.
O diplomata avaliou que o acordo entre União Europeia e Mercosul deverá ampliar ainda mais as oportunidades comerciais e servir como motor para intensificar investimentos, exportações e importações entre os dois países.
“Tenho certeza de que o acordo União Europeia-Mercosul será um instrumento, uma oportunidade para todos, brasileiros, italianos, europeus, para acrescer as trocas”, disse.
Ao comentar a cooperação entre Brasil e Itália na área de segurança, Cortese afirmou que a parceria policial é essencial diante do avanço do crime organizado transnacional. “Posso dizer que não somente é muito boa, mas é necessária”, declarou.
Sobre a possibilidade de uma visita da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni ao Brasil, Cortese afirmou que a agenda ainda está em discussão com o Itamaraty. De acordo com ele, o cenário atual é complexo, mas a visita pode ocorrer no próximo ano.
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