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Quarta Instância

Ministro Gilmar Mendes diz que Zema e Alessandro Vieira devem ser investigados

Decano do STF concedeu entrevista exclusiva ao JR Entrevista nesta quarta-feira

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília

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O ministro Gilmar Mendes, do STF, em entrevista à RECORD Reprodução/RECORD

Depois de novas críticas do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, neste feriado, o decano do STF afirmou, em entrevista exclusiva ao jornalista Clébio Cavagnolle, da RECORD, que Zema deve ser investigado no inquérito das Fake News, relatado na Corte pelo ministro Alexandre de Moraes.

“É natural que o ex-governador Zema, que está aí dedicado a fazer campanha, fale um dialeto próximo do português; muitas vezes a gente não o entende, não é? Eu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim. Mas, de qualquer forma, naquilo que for inteligível, é importante que a procuradoria, a polícia federal e o próprio ministro Alexandre apreciem”, disse Gilmar, em referência à fala do ex-governador de que o Supremo “comete abusos e protege intocáveis”.


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Zema já havia divulgado um vídeo com uma sátira envolvendo Gilmar e o ministro Dias Toffoli. Depois disso, Gilmar enviou ao colega, Alexandre de Moraes, um ofício com pedido de inclusão do pré-candidato à Presidência no inquérito das fake news.

Gilmar critica relator da CPI do Crime Organizado

O ministro também voltou a criticar o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, que pediu o indiciamento de ministros do STF, entre eles, o próprio Gilmar Mendes.


“Quando se trata de pessoas com alguma autoridade institucional, é importante que haja um tipo de diálogo institucional, o que houve em relação ao relator da CPI, em que ele decidiu fazer o enquadramento de ministros do Supremo como autores de crime organizado. E não tratou de milícia, do seu próprio campo de ação; ele é delegado de polícia, portanto você vê o tamanho das distorções. Não tratou das organizações criminosas em relação a isso”, afirmou Gilmar.

O decano também disse que espera providências da Procuradoria-Geral da República sobre a notícia-crime que ele enviou ao procurador-geral, Paulo Gonet, sobre o caso. “Inicialmente, espero que a Procuradoria se debruce sobre o tema. Nós temos discutido muito isso, em relação, inclusive, à imunidade parlamentar. Saber o que está coberto pela imunidade e o que extravasa a imunidade. Nós temos tido parlamentares xingando policiais, agentes públicos no exercício de suas funções. E o tribunal tem dito: há imunidade e há excesso de imunidade. Portanto, aí nós chegamos ao desvio ou abuso de autoridade.”


O ministro se defendeu do pedido de indiciamento e citou que foi incluído no relatório da CPI porque concedeu um habeas corpus a uma testemunha.

“Você há de se lembrar de humilhações que muitos parlamentares impõem a pessoas que vão lá para depor. A pessoa vai lá na condição de testemunha, ou até na condição de investigado, mas não é para ser humilhada, muito menos ser humilhada publicamente. Então, é preciso que haja esses elementos de contenção.”


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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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