JR ENTREVISTA: Nenhum aumento de gasto é bem-vindo, diz Haddad sobre PL que cria vagas de deputados
Ministro da Fazenda comentou que o governo quer fazer ‘justiça social’ ao equilibrar as contas públicas
JR Entrevista|Do R7
O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (24) é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. À jornalista Tainá Farfan, ele comentou sobre as medidas do governo para equilibrar as contas públicas, a relação com o Congresso e os conflitos no mundo.
Na entrevista, o ministro falou sobre o projeto de lei que amplia as vagas na Câmara de 513 para 531 deputados. A proposta está na pauta do Senado de quarta-feira (25). Haddad condenou a ideia de criar gastos que não são “imprescindíveis”. Segundo ele, o momento é de equilibrar as contas. “Nenhum aumento de gasto é bem-vindo”, destacou.
Apesar disso, Haddad ressaltou a relação com o Congresso e disse que as “divergências” fazem parte da democracia. “Eu entendo esse jogo político, ele faz parte da democracia. Nós temos que celebrar a democracia. Bom que tenha Congresso, executivo, judiciário funcionando. Mas de dois anos e meio para cá, qual tem sido o padrão do Congresso Nacional? O Congresso faz lá as observações que ele deve fazer, até porque são 513 deputados, 81 senadores. Mas no final das contas, o quê tem acontecido? Mediante a negociação? Nós temos aprovado praticamente todas as medidas, mesmo aquelas que foram mal recebidas num primeiro momento, depois de explicadas, elas foram recalibradas e aprovadas. E é assim que funciona uma democracia em todo lugar do mundo. Agora, regimes autoritários, você impõe a sua vontade, em regime democrático, você manda a medida, negocia e aprova”, detalhou.
Nesse cenário, o ministro está confiante na aprovação do projeto que isenta o Imposto de Renda para quem tem renda de até R$ 5.000. Haddad diz ver “no Congresso uma simpatia maior” em relação à proposta. O ministro ainda ressaltou que tem negociado com o relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), para manter a compensação onerando os mais ricos. Essa, segundo Haddad, é uma prioridade para ele: “Fazer justiça social".
Durante a entrevista, Haddad também assegurou que o Brasil não está sendo afetado economicamente pelos conflitos em curso no mundo. “O Brasil está numa situação geopolítica em que nós estamos pouco afetados por esses eventos”, destaca. Segundo ele, tanto é que o presidente Lula consegue negociar com diferentes países. “O presidente vai no G7. Semana anterior tava com [Emmanuel] Macron [presidente da França] discutindo União Europeia, Mercosul. No mês anterior tava com o Xi Jinping [presidente da China] e o [Vladimir] Putin [presidente da Rússia] discutindo Brics. Essa é a qualidade do nosso chefe de Estado, ele poder conversar com todo mundo em proveito dos interesses nacionais”, disse.
O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no PlayPlus.
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