Acusado de agredir ex-mulher com cabeçada, professor da UFMG é solto
Decisão judicial concedeu medida protetiva para Natália Kamura Bello e Márcio Mário Vieira deve ser monitorado por tornozeleira eletrônica
Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7, com Enzo Menezes, da RecordTV Minas

A Justiça colocou em liberdade provisória o professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) preso nesta segunda-feira (27) suspeito de agredir sua ex-mulher no bairro Ouro Preto, em Belo Horizonte. A decisão judicial levou em conta o fato de Márcio Mário Vieira, de 48 anos, ser réu primário e não haver nenhuma medida protetiva registrada contra ele.
O professor, no entanto, deverá ser monitorado por tornozeleira eletrônica. A decisão judicial também determina que ele não pode manter contato ou se aproximar a menos de 500 metros da mulher, além de ter que comparecer a todos os atos do inquérito.
Natália Kamura Bello, de 29 anos, registrou nesta segunda-feira (27) um boletim de ocorrência contra Márcio. Segundo o registro, o casal estava se separando e Natália queria que o homem deixasse o apartamento onde viviam juntos. A mulher relatou que foi até o imóvel no domingo (26) para pedir a saída do ex-companheiro.
Neste momento, conforme relatado no boletim de ocorrência, o homem, que é professor da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG teria começado a ofender a jovem, tomado o celular dela e ameaçado a jogar o aparelho pela janela. Durante a briga, ele ainda teria atingido o nariz da Natália com uma cabeçada.
O suspeito alegou à polícia que a jovem entrou no apartamento dele repentinamente e já o ofendendo. Ele, então, teria se defendido dizendo que pegou o celular de Natália para tentar impedí-la de arremessar as roupas dele pela janela.
Ainda segundo Vieira, nesse momento ele cercou seu guarda-roupas e se desequilibrou, atingido o nariz da mulher.
Prisão
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal e foi solicitada uma medida protetiva para Natália.
Em nota, a Escola de Educação Física da UFMG declarou que está acompanhando o caso e analisando as medidas cabíveis por parte da instituição, já que o fato aconteceu "no âmbito da vida privado".
O comunicado ressalta, ainda, que a faculdade "não compactua com nenhum tipo de opressão, de violência ou de segregação onde quer que ocorra, dentro ou fora da universidade".
Em conversa com o R7, a suposta vítima diz que terminou o relacionamento por estar sendo traída.
— Eu descobri mentiras e histórias mal contadas. Eu perguntava e ele negava. Até que eu descobri a suposta moça que teria enviado o cartão para ele.















