Adolescente "sequestrada" na Savassi confessa que inventou crime
Ao ser advertida pela polícia, estudante acabou contando que fugiu por conta própria
Minas Gerais|Do R7

Depois de uma mobilização no Facebook, do empenho das polícias Civil e Militar, a adolescente de 15 anos que disse ter sido "sequestrada" confessou que inventou o crime. A estudante, que tinha sido vista pela última vez no sábado, na Savassi, foi encontrada na segunda-feira (22). Em depoimento, acabou revelando que fugiu de casa por conta própria.
A menina entrou em contradição diversas vezes na delegacia de João Monlevade, cidade que fica a 110 km de Belo Horizonte, onde ela estava. Ao ser advertida que seria responsabilizada em caso de falso testemunho, a jovem contou a verdade: ela saiu da praça da Liberdade, na região centro-sul da capital, com amigos. Na manhã de domingo (21) foi até a rodoviária, onde comprou uma passagem de ônibus para João Monlevade.
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A adolescente esclareceu que os ferimentos no pescoço e nas pernas foram causados por uma queda. Ela andava na beira da estrada quando caiu ao tentar passar por um arame farpado. A menina não quis revelar o que motivou a fuga. Os pais afirmaram que a filha apresentava sinais de depressão.
Segundo o delegado Hudson Sales, da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, a estudante vai ser atendida pelo Conselho Tutelar.
— A Polícia Civil vai continuar investigando as circustâncias dos fatos. Os pais não sabiam da história, mas têm conhecimento do motivo que levou a filha a fugir de casa.
A história
A estudante tinha sido vista pela última vez na noite de sábado. Por volta das 12h do dia seguinte, a mãe registrou o desaparecimento e o caso começou a ser apurado. Depois de 30 horas fora de casa, a menina foi "encontrada" em João Monlevade, onde bateu na casa de um morador para pedir ajuda.
A princípio, a garota contou que pegou um ônibus na Savassi para voltar para casa e foi abordada por um homem dentro do coletivo, que obrigou que ela descesse. Ela levou uma coronhada, desmaiou e acordou no porta-malas de um carro. Depois de rodar por algumas horas, o "sequestrador" liberou a menina, que teve R$ 60, a identidade e o chip do celular roubados.
Conforme o delegado, desde o início a história levantou dúvidas.
— O morador estranhou o fato de não terem levado o aparelho celular, que era moderno. E para a mulher dele, ela contou que foi levada por dois homens, na praça da Liberdade, antes de entrar no ônibus. São detalhes pequenos, mas que fazem diferença.















