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Assassinatos de moradores de rua disparam em Belo Horizonte

População que vive nas ruas da capital mineira relata medo de atentados

Minas Gerais|Do R7 MG, com Record Minas

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Moradores fazem turnos de vigília durante a madrugada para evitar ataques
Moradores fazem turnos de vigília durante a madrugada para evitar ataques

O assassinato de três moradores de rua em Belo Horizonte na última semana acendeu a suspeita de um grupo de extermínio na cidade. As denúncias partem da própria população em situação de rua, que sofre atentados durante a madrugada.

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Brigas por causa do uso de crack e a relação com traficantes, entretanto, são as suspeitas da polícia para explicar as mortes. O delegado Wagner Pinto descarta a ação de grupos de extermínio.

— É um trabalho extremamente complexo por causa da migração dos moradores de rua. Quando o crime ocorre naquela localidade, eles rapidamente deixam aquele local.


Segundo a prefeitura, 1.200 pessoas vivem na rua em Belo Horizonte. Só em 2012, 57 foram assassinados. Uma moradora afirma que se reveza com o marido durante a madrugada por medo de agressões.

— Às vezes estão dormindo e uma pessoa maltrata, dá paulada, taca fogo. Quando são duas pessoas, uma dorme e a outra fica vigiando.


Mortes em BH

No dia 26 de agosto, o corpo de uma mulher foi retirado debaixo de um viaduto na avenida Antônio Carlos, na região da Pampulha. Um dia depois, outra moradora de rua foi encontrada morta, desta vez com marcas de pedradas, na região leste. No dia 29, Alexandre Resende da Silva, de 32 anos, foi assassinado no Caiçara, na região noroeste. Ao lado do corpo havia um cachimbo usado por usuários de crack.

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