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“Ele tem que apodrecer na cadeia”, pede pai de adolescente morta na Grande BH após sepultamento

Corpo da menina foi encontrado em uma área de mata com sinais de violência; autor confesso do crime foi preso

Balanço Geral MG|Do R7

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“Ele tem que apodrecer na cadeia”. Esse foi o pedido de Welton Ferreira, pai da adolescente de 13 anos morta em Ribeirão das Neves, na região Metropolitana de Belo Horizonte, após o sepultamento da filha na manhã desta quinta-feira (13). A menina ficou três dias desaparecida, após sair de casa para encontrar uma amiga. O autor confesso do crime está preso preventivamente.

“É uma dor muito grande. As pessoas que estavam aqui, a maioria, eram pessoas que carregaram a Stefanye no colo”, declarou Ferreira.

De acordo com o boletim de ocorrência, Pachola foi identificado depois que testemunhas contaram à polícia que Stefanye foi vista entrando em um carro cinza. A adolescente teria tentado fugir, pulando do veículo. Um chinelo ficou no local. O veículo estava com a traseira danificada, após um acidente.

A Polícia Civil fez buscas em endereços ligados ao suspeito, para tentar localizar a menina. Após uma denúncia anônima, ele foi encontrado escondido na casa da mãe. Segundo a esposa do homem, ele desapareceu no domingo (09), dia em que a menina foi vista pela última vez.

“Ele afirmou que a teria assassinado e que nos levaria até o local onde ela estava. Na região, a gente localizou o carro, dentro e fora do carro foram realizadas perícias. As perícias identificaram sangue na porta do veículo”, explicou a delegada Ingrid Estevam. O corpo da adolescente foi encontrado na divisa entre Ribeirão das Neves e Esmeraldas, na Grande BH.

Segundo as delegadas, o suspeito afirma que a motivação do crime foi um tapa que a adolescente atingiu no rosto dele. Ainda de acordo com o depoimento, ele teria ficado nervoso e a enforcou. “Por ora, a gente acredita que ele agiu sozinho. Sobre a causa da morte, não tem como falar. Ele fala que não houve qualquer tipo de violência sexual contra ela”, detalha Ingrid Estevam, delegada do caso.

De acordo com as delegadas, o autor confesso do crime pode responder por feminicídio. Apesar do inquérito ainda não ter sido concluído, Pachola foi autuado por homicídio e ocultação de cadáver. “Com toda experiência que temos, sem dúvida, se enquadra como feminicídio”, destaca Ingrid, que já foi chefe do núcleo de feminicídio da Polícia Civil em Minas Gerais.

João das Graças Pachola teria fechado a igreja onde era pastor e estaria enfrentando dependência química no último ano. As informações podem ajudar a construir um perfil do autor.

Relembre o caso

Stefanye foi vista pela última vez no domingo (09), quando saiu de casa para encontrar uma amiga, mas não chegou ao destino. Segundo a família, a distância entre as residências é de três quarteirões.

A amiga contou que havia combinado de se encontrar com Sthefany, mas que ela não apareceu. Os pais colocaram cartazes, pelo bairro, pedindo informações. Uma delas dizia que alguém teria visto a adolescente sendo colocada em um carro prata.

Welton Ferreira, pai de Stefanye, esteve em delegacias, hospitais, UPAs e necrotérios, mas não encontrou a menina. Segundo ele, ela é uma menina tranquila e não teve desentendimentos com a família.

Veja a reportagem completa no vídeo acima.

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