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Câmara de BH rejeita criação do Dia do Orgulho LGBT

Proposta foi derrubada por 16 votos a 10; parlamentares lamentam retrocesso

Minas Gerais|Do R7

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PL propunha respeito às diferenças para combater a homofobia
PL propunha respeito às diferenças para combater a homofobia

Por 16 votos a 10, vereadores de Belo Horizonte rejeitaram a criação do Dia do Orgulho LGBT, que seria instituído como oficial no terceiro domingo do mês de julho. A data simbólica foi proposta por Pedro Patrus (PT), que apresentou o projeto para dar visibilidade ao combate à homofobia.

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Patrus justificou que a criação do Dia do Orgulho LGBT é necessária para construir " uma política de promoção da igualdade e do respeito à diversidade". O vereador petista lembrou que inúmeras cidades pelo mundo organizam paradas do orgulho LGBT todos os anos para reivindicar "respeito, tolerância à diversidade de gênero e garantia de direitos", além de denunciar casos de homofobia.

Com a rejeição do projeto nesta terça-feira (19), o vereador Gilson Reis (PCdoB) lamentou que "mais uma vez a Câmara mostrou a sua intolerância”. Leonardo Matos (PV) também defendeu a proposta. "Enquanto o dinheiro público estiver sendo usado para a inclusão, está muito bem aplicado”.


Os 16 vereadores que rejeitaram a proposta justificaram que a iniciativa contraria "suas crenças e valores familiares".

Apesar da recusa dos vereadores, a Parada do Orgulho LGBT acontece em Belo Horizonte desde 1998 no mês de julho e reúne milhares pessoas nas ruas em favor do respeito à diversidade. 

Segundo a Constituição, os cidadãos não podem sofrer "preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".

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