Coronel da reserva é preso suspeito de importunar passageira dentro de ônibus em MG
Vítima relatou ter sido tocada nas pernas e na coxa durante viagem entre BH e o Rio; militar negou ato sexual
Minas Gerais|Ricardo Vasconcelos e Lucas Leal*, da RECORD Minas
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um coronel da reserva da Polícia Militar, de 59 anos, foi preso em flagrante suspeito de importunar sexualmente uma passageira de 34 anos dentro de um ônibus interestadual. A ocorrência foi registrada por volta das 3h dessa terça-feira (4), no bairro Distrito Industrial, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.
O ônibus havia saído de Belo Horizonte e seguia para o Rio de Janeiro. Segundo o boletim de ocorrência, o militar aposentado Welton José da Silva Baião caminhava pelo corredor, trocava de assento frequentemente e procurava permanecer próximo de passageiras, mesmo com lugares disponíveis na parte traseira do veículo.
Testemunhas relataram que o comportamento do passageiro foi considerado incomum e que alguns comentários feitos por ele provocaram desconforto nas mulheres. Uma passageira contou que chegou a mudar de lugar depois que o coronel se sentou ao lado dela e afirmou que aquela seria a poltrona dele. Posteriormente, conforme o registro policial, verificou-se que o assento indicado na passagem era outro.
A vítima estava sentada na parte da frente do coletivo, com o suspeito na poltrona imediatamente atrás. Ela contou à polícia que começou a sentir os pés do homem encostando repetidamente em seu braço e na lateral do corpo.
Ainda segundo o relato, o passageiro teria colocado os pés no espaço entre as poltronas e insistido no contato, mesmo enquanto ela tentava afastá-los. Em seguida, ele teria estendido as mãos na direção da mulher e tocado a coxa esquerda dela.
Nesse momento, ela gritou, questionou a atitude do homem e pediu ajuda aos outros passageiros. Conforme a vítima, o suspeito pediu desculpas e afirmou que teria apenas encostado os pés nela. Ela, no entanto, reafirmou aos policiais que também foi tocada pelas mãos. Abalada, a mulher começou a chorar.
Suspeito foi encontrado atrás de caminhão
O motorista contou que percebeu uma movimentação incomum dentro do ônibus. Ao parar o veículo para o desembarque de um colega de trabalho, viu o suspeito descer rapidamente e sair correndo.
Depois de encontrar a vítima chorando e saber o que teria acontecido, o motorista avançou alguns metros com o ônibus e iniciou buscas com outros passageiros. O coronel foi localizado escondido atrás de um caminhão estacionado perto de um posto de combustíveis.
Segundo a ocorrência, o homem voltou a correr ao perceber que seria abordado, mas foi alcançado pelos passageiros. Como teria resistido à contenção, um funcionário do posto ajudou a imobilizá-lo até a chegada da Polícia Militar.
O coronel apresentou escoriações no antebraço direito e na mão esquerda, além de relatar dores no maxilar. A PM informou que ofereceu atendimento médico, mas ele recusou.
Coronel negou importunação
À polícia, o suspeito negou ter praticado qualquer ato de natureza sexual ou tocado intencionalmente a passageira. Ele afirmou que a poltrona reclinada à frente diminuía o espaço para as pernas e, por isso, teria mudado de posição várias vezes.
O coronel também declarou que estava sem os calçados, apenas de meias, e sonolento. Segundo a versão apresentada por ele, é possível que tenha encostado os pés involuntariamente na passageira. Ele disse que pediu desculpas pelo contato acidental.
Sobre ter deixado o ônibus, o homem afirmou que desembarcou voluntariamente para evitar tumulto e uma possível agressão por parte dos demais passageiros.
O coronel recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Plantão de Juiz de Fora com a vítima e as testemunhas.
A Polícia Civil informou que o flagrante por importunação sexual foi ratificado. O homem foi encaminhado ao 2º Batalhão da Polícia Militar, e o procedimento foi remetido à Justiça.
Em nota, a PMMG afirmou que o caso envolve um policial militar aposentado e que, após tomar conhecimento dos fatos, efetuou a prisão em flagrante. Por se tratar de crime comum, e não militar, o suspeito foi apresentado à Polícia Civil. A corporação informou ainda que acompanha o caso.
*Estagiário sob supervisão de Cler Santos.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp
















