Caminhoneiro deixa mulher paraplégica por ciúmes dos colegas de trabalho
Filho do casal e enteada presenciaram o crime dentro de casa em Sabará, na Grande BH
Minas Gerais|Do R7

Com ciúmes dos colegas de trabalho da mulher, um caminhoneiro atirou quatro vezes nas costas e nos braços da companheira em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. A mulher perdeu os movimentos das pernas e pode ficar tetraplégica caso retire uma das balas, que ficou alojada na coluna.
Geraldo dos Santos Ferreira, de 50 anos, foi apresentado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (19) na delegacia do município. Ana Maria Maiello, 43 anos, recebeu alta do hospital nesta tarde.
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O crime aconteceu na quinta-feira (15), na casa do casal, no bairro Mangueiras. O filho deles, de 13 anos, e uma filha da mulher, de 22, presenciaram a agressão. A garota chora ao relembrar ataque.
— Eu queria evitar, estava separando a briga, mas não sabia que ele estava com a arma.
De acordo com o delegado Guilherme Guimarães Catão, Geraldo Ferreira tentava impedir que a companheira trabalhasse fora de casa. Ela conseguiu emprego em uma empresa de ônibus e, desde então, o caminhoneiro acreditava que era traído.
Durante uma discussão, quando Ana Maria Maiello se preparava para sair para o trabalho, Geraldo sacou um revólver calibre 22 e disparou quatro vezes. Ela tentou correr para o quintal e foi ferida nas costas. Segundo o delegado, ele mantinha a arma em casa há três anos e não tinha registro. O revólver não foi encontrado.
No dia seguinte, Geraldo se apresentou na delegacia para depor e acabou preso porque o mandado de prisão já tinha sido expedido. O delegado aguarda o depoimento da vítima para indicar o caminhoneiro por tentativa de homícidio qualificado por motivo torpe.
Ana Maria denunciava desde 2010 ameaças feitas pelo marido. O delegado afirma que Geraldo calculou o crime.
— São várias ocorrências que mostram que ele é uma pessoa fria, que ameça e cumpre o que ameaça. Ele falou que ia fazer e fez. A vítima de agressão tem que procurar a polícia e se resguardar para evitar uma situação mais crítica como aconteceu com essa vítima, que não poderá mais andar.















