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Cartaz de festa com vaca vestida de mulher gera polêmica entre alunos da UFMG

Universitários alegam que anúncio é machista e faz alusão à “mulher indo para o abate”

Minas Gerais|Tabata Martins, do R7

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Cartaz que gerou a polêmica
Cartaz que gerou a polêmica

Um cartaz de festa que traz a figura de uma vaca vestida de mulher está gerando a maior polêmica entre estudantes da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A divulgação é um convite para uma calourada do curso de Veterinária e foi fixada em árvores da instituição de ensino. O evento, chamado "Calourada do Abate", será realizado no próximo sábado (9).

A confusão começou depois que uma foto do cartaz foi publicada na página “Spotted UFMG – VSF”, no Facebook, e intitulada como uma “demonstração de machismo e especismo em forma de cartaz.”


Indignados com a interpretação da publicação, vários universitários postaram comentários discordando da alusão ao machismo, enquanto outros apoiaram e fizeram questão de demostrar suas insatisfações com o material de divulgação. Alguns chegaram a dizer que o mesmo dá a entender que o desenho da vaca vestida de mulher faz referência às “mulheres que serão abatidas” durante a festa, como se fossem animais ou meros objetos de prazer.

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Até esta segunda-feira (4), haviam sido publicados 276 comentários. Entre eles, alguns se destacam pela forma agressiva com que colegas de universidade insultam uns aos outros por não concordarem com a forma que pensam. Alguns até usaram as discussões como palco de piadas e provocações diretas.


Em decorrência da polêmica, o DA (Diretório Acadêmico) do curso de Veterinária pediu desculpas, conforme informações divulgadas por participantes da confusão. Além disso, o cartaz da calourada, que não foi cancelada, foi trocado. Em nota, a entidade esclareceu que "em nenhum momento foi feita a arte com conotações machistas". Segundo o comunicado, a imagem tinha como propósito fazer uma brincadeira com as propagandas da marca Friboi, dando a entender que a festa tem "certificado de qualidade". O D.A ressaltou ainda que "se a imagem foi ofensiva para algumas pessoas, pedimos nossas sinceras desculpas, mas em nenhum momento essa foi a intenção da organização."

Já a assessoria de imprensa também do curso de Veterinária da UFMG informou que, por não se tratar de uma festa institucional, a universidade não responde por ela.


O professor José Aurélio Garcia Bergmann, diretor da escola de Veterinária da UFMG, confirmou a versão da assessoria e afirmou que, por se tratar de um evento realizado fora da universidade, não há como controlá-lo.

— A festa está sendo organizada pelo DA, que é uma pessoa jurídica e independente. O evento em questão será realizado fora dos muros da universidade e, assim, não há como eu ter controle sobre isso

Em relação ao levantamento de cunho machista do cartaz, o diretor disse que concorda com a interpretação.

— O levantamento é válido e a escola de Veterinária e eu, como pessoa física, somos totalmente contra qualquer ação discriminatória, como o machismo e outras. Não damos guarita para essas atitudes

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