Casarão em Santa Efigênia deve virar espaço cutural, mas administração ainda é impasse
Representantes do Espaço Comum Luiz Estrela se reuniram com o Governo nesta terça
Minas Gerais|Do R7

Representantes do Espaço Comum Luiz Estrela e do Governo de Minas se reuniram nesta terça-feira (19) em Belo Horizonte para discutir o uso que será dado a um casarão abandonado na rua Manaus, em Santa Efigênia, região leste da capital mineira. O imóvel está ocupado por ativistas desde o dia 26 de outubro.
A reunião durou cinco horas e apontou caminhos para a sua transformação em espaço cultural, mas terminou em impasse sobre a gestão do prédio. A proposta dos ativistas, de retirar a cessão do prédio da Feluma (Fundação Lucas Machado) da Faculdade de Ciências Médicas, foi rejeitada. A proposta inicial da Feluma, de transformar o prédio em memorial do ex-presidente Juscelino Kubitscheck, deve ser abandonada.
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Segundo Victor Diniz, do Espaço Luiz Estrela, a proposta de preservação histórica, autogestão e criação de espaço artístico e cultural foi bem aceita.
— O governo manifestou apoio ao modelo, que foi apontado como uma nova perspectiva para o espaço. Foi uma surpresa. Pretendemos fazer a reforma do prédio com a sociedade civil, com financiamento colaborativo, mas não temos intenção de propriedade. O prédio continuaria a ser público.
Este é o ponto de impasse, já que o governo defende que a Feluma continue responsável pelo casarão e providencie a reforma. A fundação se comprometeu a começar a reforma até abril de 2014. O grupo apresentou um laudo arquitetônico dos últimos 19 anos de intervenção no prédio, que teve janelas fechadas e uma laje construída em local inadequado, segundo os ativistas.
Em nota, o governo afirmou que um "grupo de trabalho" deve ser criado com representantes do Estado, dos manifestantes, da Fhemig, da Feluma e do Ministério Público de Minas Gerais para definir o que será feito.
Segundo o chefe da Assessoria de Articulação, Parceria e Participação do Governo de Minas, Ronaldo Pedron, nos próximos dias será definida a constituição do grupo de trabalho para buscar soluções conjuntas para a destinação do imóvel. A primeira reunião do grupo, em data ainda a ser definida, terá como principal ponto de pauta as propostas para realização de obras emergenciais no imóvel.
— A prioridade do governo do Estado é garantir a realização das obras emergenciais. Resolvido isso, vamos avançar e construir uma solução definitiva para a destinação do espaço.















