Comissão decide hoje se processo contra Wellington Magalhães segue
Colegiado formado por três vereadores decide se aprova parecer prévio que pede continuidade das investigações contra o parlamentar
Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

Uma comissão formada por três vereadores de Belo Horizonte decide nesta sexta-feira (13) se as investigações contra Wellington Magalhães (DC), que pode ter o mandato cassado pela Câmara Municipal por quebra de decoro parlamentar, continuam no âmbito do Legislativo.
A comissão processante, criada para analisar o assunto, vota o parecer prévio assinado pelo relator Elvis Côrtes (PHS). O vereador recomendou que a investigação prossiga mas, para que isso aconteça, o presidente do colegiado Preto (DEM) ou o outro membro da comissão Maninho Félix (PSD) também devem votar a favor.
Caso a comissão aceite o parecer prévio de Côrtes, começa a fase de instrução e nova produção de provas. A expectativa é que, neste caso, o processo se arraste até o fim do ano.
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Pela segunda vez em pouco mais de um ano, Magalhães responde a uma denúncia de perda de mandato na Câmara de Belo Horizonte. Dessa vez, ele foi denunciado pelo colega Mateus Simões (Novo) por quebra de decoro parlamentar, quando a ação de um vereador afeta negativamente a imagem do Legislativo, em ao menos cinco situações:
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1. Wellington Magalhães é monitorado por tornozeleira eletrônica.
2. O vereador teria descumprido ordem judicial quando a Justiça autorizou uma condução coercitiva e ele não compareceu ao juízo alegando estar fora de Belo Horizonte. No entanto, as investigações mostraram que o parlamentar estava na cidade.
3. Magalhães é acusado de usar a estrutura da Câmara para proveito do próprio quando era presidente da Casa. Ele teria desalojado a Procuradoria para aumentar o espaço interno de seu gabinete.
4. Wellington teria ameaçado o vereador Gabriel Azevedo (PHS), o advogado Mariel Marra, autor do primeiro pedido de cassação de mandato, e à ex-chefe da Polícia Civil Andréa Vacchiano.
5. O vereador é acusado de tráfico de influência.
Relembre o caso
Magalhães retomou o mandato na Câmara em 17 de junho, depois de passar um ano e duas semanas afastado do cargo. Ele é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por desvio de recursos públicos por meio de fraudes em contratos de publicidade da Casa.
Wellington Magalhães foi um dos alvos da Operação Sordidum Publicae e chegou a ficar preso por cinco dias, em abril do ano passado. Em agosto de 2018, ele foi respondeu a um outro pedido de cassação aberto pela Câmara. No entanto, com 21 votos a favor e 15 abstenções, o parlamentar acabou sendo absolvido pelos colegas. O mínimo necessário para cassação do mandato de um vereador é 28 votos.
















