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Comoção no enterro de grávida morta para que bebê fosse roubado

Corpo de Mara Cristina foi sepultado na manhã desta quarta-feira em João Pinheiro, onde uma amiga da vítima confessou o crime

Minas Gerais|Paulo Henrique Lobato, Do R7

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Mara tinha outra filha, de 1 ano
Mara tinha outra filha, de 1 ano

O enterro do corpo de Mara Cristina Ribeiro da Silva foi marcado pela comoção, nesta quarta-feira (17), em João Pinheiro, no Alto Parabaníba de Minas Gerais. A jovem tinha 23 anos, estava grávida de oito meses e foi enforcada para que seu bebê fosse retirado da barriga por uma mulher que dizia ser amiga da vítima.

O crime foi assumido por uma mulher identificada por Angelina, de 40 anos. Elas moravam juntas e a autora chegou a comprar o enxoval para a jovem.


O motivo do brutal assassinato, segundo a polícia, seria a necessidade de justificar uma gravidez inventada pela autora. Ela sonhava em ser mãe. Nas redes sociais, postou várias fotos fingindo estar grávida.

Em depoimento à Polícia Civil, Angelina afirmou que cometeu o crime sozinha. Entretanto, o delegado responsável pelo caso, Carlos Henrique Bueno, avaliou que há indícios de que o marido dela tenha participado do crime.


O homem também está preso.

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Já a criança, uma menina, está internada num hospital na cidade de Patos de Minas, a 150 quilômetros de João Pinheiro, onde há uma UTI neonatal. O estado de saúde dela é estável.

O crime começou a ser desvendado na própria segunda-feira, quando o casal investigado levou a criança até o hospital em João Pinheiro. A equipe de enfermeiros suspeitou que havia algo errado e acionou a Polícia Militar.


O casal foi levado à delegacia, prestou depoimento e foi liberado, pois, àquela altura, o corpo da vítima ainda não havia sido encontrado. Mara foi encontrada sem vida no dia seguinte. Os policiais foram atrás do casal e efetuaram a prisão.

O R7 ainda não conseguiu contato com o advogado dos suspeitos.

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