Construtora deve pagar R$ 800 mil por manter 21 operários em condições de escravidão
Empregados não tinham direitos trabalhistas e eram vigiados por guardas em Uberlândia
Minas Gerais|Do R7
A construtura Marco Projetos e Construções Ltda assinou um acordo com o MPT (Ministério Público do Trabalho) se comprometendo a pagar R$ 800 mil em indenizações por ter mantido 21 trabalhadores em condições análogas à escravidão em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O acordo foi divulgado nesta sexta-feira (8).
Deste valor, R$ 500 mil serão investidos em associações beneficentes. Cada trabalhador mantido no canteiro de obras deve receber R$ 15 mil, de acordo com o procurador do Trabalho Paulo Gonçalves Veloso.
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A empresa assinou 28 cláusulas para regularização, como observar a anotação da carteira de trabalho, adequação de alojamentos e banheiros e fornecimento de transporte e alimentação sem custo para trabalhadores de outras regiões. As multas por descumprimento variam de R$ 3.000 a R$ 50 mil.
No dia 18 de outubro, uma fiscalização do MPT, Ministério do Trabalho e Polícia Militar descobriu os trabalhadores em condições precárias. Os operários eram vigiados por seguranças armados, não tinham direitos trabalhistas e viviam em alojamentos precários. Eles trabalhavam para a construtora em uma obra contratada pela cervejaria Ambev.
A reportagem não havia conseguido entrar em contato com a construtora até esta publicação.















