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Contra pichação, MP recomenda que BH instale plantas em viadutos 

Promotores também querem acelerar processos para ressarcimento aos cofres públicos

Minas Gerais|Do R7

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Uma das opções é a trepadeira hera, comum em cidades europeias, para proteger os muros e estruturas viárias da capital
Uma das opções é a trepadeira hera, comum em cidades europeias, para proteger os muros e estruturas viárias da capital

O Ministério Público de Minas Gerais sugeriu diversas medidas à Prefeitura de Belo Horizonte para evitar pichações e a "degradação da ambiência urbana". O documento foi entregue no dia 1ª de outubro. Entre as propostas está o uso de cortinas vegetais (como heras) em viadutos, passarelas e muros, para cobrir os espaços atualmente buscados pelos pichadores. 

O documento estabelece que em 60 dias a PBH se manifeste sobre as propostas. Os promotores planejam até benefícios fiscais para proprietários de casas que fiquem livres de pichações, além da implantação de uma campanha de comunicação social e o fortalecimento da fiscalização. Estas medidas teriam menor custo para a prefeitura do que a limpeza do patrimônio degradado. 


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Outra sugestão feita pelo MP é que a prefeitura oriente a Procuradoria-Geral do Município a aplicar sanções administrativas para acelerar os processos de ressarcimento em dinheiro pelos danos provocados ao patrimônio público e de retirada das pichações. 

“O valor gasto para retirar apenas um metro quadrado de pichação, cerca de R$ 60, daria para pagar seis consultas médicas do SUS ou vinte refeições em restaurante popular da capital”, segundo Marcos Paulo de Souza Miranda, coordenador da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais. 


Em maio, o MP deu início à operação Agos Panoptes, que levou para a cadeia o líder da gangue Pixadores de Elite e instalou tornozeleiras eletrônicas para monitorar uma dezena de pichadores.

Segundo o representante do MP, “a cidade precisa ser revitalizada. Locais pichados atraem mais pichação, pois há uma permanente disputa entre as gangues, que procuram delimitar espaços e mostrar ousadia, pichando em locais cada vez mais inusitados e perigosos”.

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