Criminosos queimam ônibus e deixam bilhete com erro de grafia
Mensagem diz que agentes de segurança, postos de combustíveis e mais ônibus coletivos estão na mira dos suspeitos
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

Na madrugada desse sábado (3), criminosos atearam fogo no segundo ônibus, em menos de uma semana, em Contagem, na Grande BH, em ameaça ao sistema de segurança do Estado.
Eles pedem mudanças dentro do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, presídio de segurança máxima que fica na cidade, onde presos estariam sendo vítimas de maus-tratos.
O ataque aconteceu a um coletivo da linha 1280 (Lindéia/BH), no bairro Riacho das Pedras. O veículo tinha acabado de ser estacionado enfrente à garagem da empresa.
O motorista relatou que os dois suspeitos chegaram em uma motocicleta. A dupla obrigou o funcionário a descer do ônibus, jogou combustível dentro do veículo e ateou fogo.
Assim como na primeira ocorrência, registrada na segunda-feira (29), os suspeitos deixaram um bilhete no local do crime fazendo ameaças caso os pedidos deles não sejam atendidos.
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Desta vez, a mensagem grafada com erros ortográficos, como “oprimissão”, diz: "O papo está sendo dado, se não para com esta palhaçada na Nelson Hungria, essa oprimissão vai cair com um agente por dia vai ser queimado um posto de gasolina por semana e um ônibus por dia. O papo foi dado", sic.
Funcionários da empresa de transporte conseguiram apagar o fogo antes que ele se espalhasse. O ônibus teve danos nos bancos de passageiros da parte da frente e na área do motorista, como assento, cortina e volante. A parte externa da traseira do coletivo também foi danificada.
Tumultos
Desde o último final de semana, o caos é percebido na penitenciária Nelson Hungria. Na manhã de sábado (27), oito presos de alta periculosidade fugiram da unidade.
Depois disso, vídeos gravados por detentos foram publicados na internet denunciando falta d’água dentro da prisão e casos de maus-tratos. Motins também foram registrados.
Após os tumultos, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Prisional de Minas Gerais) informou que vai apurar possíveis casos de abuso de poder dentro do presídio. Vistorias também acontecem na unidade desde a semana passada, mas a Pasta alega que trata-se de um procedimento de rotina.
Por causa das ações de supervisão, nessa quinta-feira (1º) foi proibida a entrada dos advogados dos detentos no presídio. Os atendimentos foram reestabelecidos, mas os defensores estão impedidos de entrar na unidade, novamente, nesta segunda-feira (5), segundo o advogado Fábio Piló, que é presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da OAB-MG (Ordem dos Advogados do Brasil).















