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Defesa de tatuador preso por assédio pede habeas corpus 

Advogado confirmou pedido e diz aguardar decisão da Justiça; mais de 40 mulheres denunciaram casos de abuso desde 2012

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

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Tatuador foi preso neste domingo (31)
Tatuador foi preso neste domingo (31)

A defesa do tatuador Leandro Caldeira Alves Pereira, acusado de assediar clientes em estúdio na Savassi, região nobre de Belo Horizonte, entrou com pedido de habeas corpus. 

O advogado Horácio Adalberto Querido, que representa Leandro, confirmou o pedido e diz que aguarda definição da Justiça. O tatuador foi preso no final da tarde, deste domingo (31), pela Polícia Militar, em um condomínio fechado, em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele foi encaminhado para o presídio da cidade. 


O suspeito é apontado por mais de 40 mulheres de ser o autor de abusos sexuais durante as sessões. Ele estava foragido. 

Nas dezenas de depoimentos publicados nas redes sociais, o homem é denunciado de casos ocorridos desde 2012. Antes de deletar sua conta no Instagram, o tatuador deixou mensagem dizendo ser tatuador profissional há 22 anos, "sem nenhuma mácula no currículo".


Ele ainda disse ser afirmar como pai de família, marido e filho e que nenhuma das acusações são verdadeiras. O tatuador também escreveu que iria registrar um BO (Boletim de Ocorrência) para que fossem apuradas todas as calúnias, injúrias e difamações contra seu nome.

Denúncias

As denúncias vieram a público depois que a ex-candidata ao Senado, ativista e professora, Duda Salabert, fez uma enquete em sua rede social questionando se as mulheres já sofreram abuso em estúdios de tatuagem. Com isso, segundo Salabert, mais de cem mulheres entraram em contato relatando casos de abusos, 40 delas citaram o estúdio.

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