Deputado Newton Cardoso é condenado por contratos feitos com entidade da ex-mulher
Deputado federal pode perder os direitos políticos se decisão em 1ª instância for mantida
Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

Ex-governador de Minas, o deputado federal Newton Cardoso (PMDB) foi condenado pela 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal de Contagem por improbidade administrativa. Ele deve devolver R$ 120 mil aos cofres públicos e pode ter o mandado cassado, além de ter os direitos políticos suspensos por seis anos se não conseguir reverter a condenação em primeira instância.
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Entre 1997 e 1998, quando foi prefeito de Contagem pela terceira vez, Cardoso firmou contratos irregulares com a entidade assistencial "Programa Fênix", presidida pela ex-mulher de Newton, a ex-deputada federal Maria Lúcia Cardoso. Ela também foi condenada na ação.
Segundo o juiz, não foram observados preceitos legais para a realização do contrato, além do uso indevido de servidores públicos.
O deputado não foi encontrado para falar sobre o caso. Em seu gabinete na Câmara dos Deputados, assessores afirmaram que ele ainda não foi comunicado da decisão.
R$ 15 milhões
Walter Cardoso, irmão de Newton Cardoso, deve devolver R$ 15 milhões aos cofres públicos por desapropriação irregular de um imóvel na cidade. A empresa Road Indústria, Comércio e Construções, de propriedade do irmão do deputado, realizou um processo jurídico simulado para a desapropriação de imóvel de 514 mil metros no bairro Piraquara, em Contagem. Com a decisão, o local deve ser reincorporado.
Para a Justiça, quando o imóvel foi comprado da Caixa Econômica Estadual, houve ocultação de parentesco entre o governador e o empresário. Em 1997, já no cargo de prefeito, Newton Cardoso homologou o valor no processo simulado de desapropriação.















