Empresário que mandou matar cunhado por herança tem pedido de liberdade negado
Outros três envolvidos no crime também foram presos na época do crime
Minas Gerais|Do R7

O STF (Supremo Tribunal Federal) negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa do dono da madeireira Macal, Luiz Antônio Caus. Ele foi acusado de ser o mandante do assassinato do cunhado e sócio, André Elias Ferreira. O crime aconteceu em junho de 2013 e teria sido motivado por uma briga em razão de herança familiar avaliada em R$ 100 milhões.
Segundo a decisão do STF, a manutenção da prisão preventiva do acusado teve como motivação maior a necessidade de assegurar a aplicação da lei penal e a garantia da ordem pública, considerado o modo de realizar o crime. Além disso, o ministro Gilmar Mendes destacou que medidas cautelares alternativas “não se mostram suficientes a acautelar o meio social em casos deste teor”.
Além dele foram presos João Alves Moreira, que teria contratado o pistoleiro que executou a vítima, Geremias Eufrásio, que efetuou os disparos e o empresário e fazendeiro Ivens José Lombardi, que segundo as investigações, teria intermediado a contratação do pistoleiro.
O crime
André Elias Ferreira, de 40 anos, foi morto com três disparos em uma lanchonete às margens da BR-381, próximo a Itatiaiuçu, na região central de Minas Gerais. A família dele tinha saído de Belo Horizonte e ia para o município de Caxambu, no sul do Estado quando perceberam que estavam sendo seguidos por dois homens em uma moto e pararam no estabelecimento comercial.
Ao retornar ao carro, quando colocava o filho de quatro anos na cadeirinha, Ferreira foi abordado pelo pistoleiro, que desceu da moto, chamou pelo seu nome e efetuou vários disparos de arma de fogo. Em seguida, a dupla fugiu.















