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Especialistas em comportamento traçam perfil de agressores de mulheres

Série da Record TV Minas mostra que, geralmente, a conduta violenta não é demonstrada no início da relação

Minas Gerais|Shirley Barroso, Da RecordTV Minas

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Agressores geralmente têm um padrão de comportamento
Agressores geralmente têm um padrão de comportamento

Especialistas em comportamento humano apontam que o perfil de agressores de mulheres segue um padrão. Segundo esses profissionais, no início, o homem mantém uma personalidade amorosa e cativante. No entanto, é ao longo do relacionamento que as violências verbais, físicas e psicológicas começam a ser percebidas.

Foi o que aconteceu com Kelly Loyola Pereira. Em abril de 2017, ela foi violentamente agredida pelo ex-namorado, o advogado criminalista Demetrio Antônio Vargas de Matos. A agressão aconteceu em frente ao prédio onde a vítima morava, no bairro Buritis, na região oeste de Belo Horizonte. Apenas após a prisão do agressor, que Kelly descobriu que, no passado, outras sete mulheres também haviam sido agredidas pelo homem.


Em 2020, Demétrio foi condenado a 14 anos de prisão por tentativa de feminicídio. Kelly conta que ainda faz tratamento psicológico por causa dos traumas. “Eu sou a oitava vítima, todos sabiam das outras, das passagens que ele tinha e ninguém nunca me alertou. Não sei se eles tinham esperança de que ele melhorasse comigo", completa.

“Fui descobrir isso só com a agressão em si. Eu estava naquela de dar mais uma chance, de achar que as coisas iam mudar. Mas a partir do momento em que tem agressão verbal, a mulher já tem que sair fora, porque não tem jeito”, diz Kelly.


Profissionais destacam que, geralmente, o homem que tem costume de maltratar e agredir uma mulher, seja com palavras ou fisicamente, não demonstra seu comportamento logo de cara. De acordo com os especialistas, ele costuma ser gentil, amoroso e sempre disposto a ajudar a parceira no início da convivência. O primeiro sinal de violência psicológica é o ciúme, um sentimento de posse, pela mulher com quem se relaciona.

O psiquiatra forense Paulo Repsold ainda destaca que o comportamento de agressões em série pode ser classificado como problema de saúde mental, mas não exclui a culpa do autor. "A maior parte desses agressores tem plena consciência de que agredir a mulher é crime. Eles têm plena capacidade de se determinar e pensar “eu tenho um problema, sou muito agressivo, não tenho paciência" para procurar uma ajuda. São pessoas responsáveis pelos crimes que cometem", diz.

Confira o quarto episódio da série Covardia que Mata:

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