‘Estou desacreditado’: 30 dias após morte de Alzira, filho cobra respostas e diz viver com medo
Família afirma que segue sem respostas, enquanto a Polícia Civil mantém o inquérito sob sigilo
Minas Gerais|Cler Santos, do R7
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“Cada dia que passa eu vou desacreditando.” O desabafo é de Bruno Theodoro, de 27 anos, filho da influenciadora digital Alzira Maria Theodoro Luiz, assassinada há 30 dias na zona rural de Mutum, no Vale do Rio Doce.
Um mês após o crime, a investigação da Polícia Civil ainda não foi concluída, ninguém foi preso como responsável ou mandante do homicídio e a família afirma que segue sem respostas sobre quem matou a influenciadora e qual teria sido a motivação do assassinato.
Alzira, de 43 anos, foi morta a tiros na manhã de 7 de junho, no Córrego Mata Fria. Segundo as investigações, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta vermelha, com os rostos cobertos por capacetes ou toucas, e efetuaram diversos disparos contra a vítima, atingida principalmente na cabeça e na nuca. Após a execução, os criminosos fugiram. Desde então, a Polícia Civil trabalha para esclarecer a autoria e a motivação do crime.
Natural de Conceição do Castelo, no Espírito Santo, Alzira estava em Mutum desde o início de maio para trabalhar na colheita de café. Conhecida nas redes sociais por compartilhar a rotina no campo, ela deixou quatro filhos: Bruno, Daniel, Adonias Júnior e Maria.
Em entrevista à Record Minas, Bruno contou que acreditava que o caso seria solucionado rapidamente, mas que a demora nas investigações aumentou a angústia da família. “Nos primeiros 15 dias eu estava com uma esperança muito grande de que isso ia ser desvendado, que ia ser resolvido rápido. Mas cada dia que passa eu vou desacreditando. A polícia até agora não falou nada com a gente. Não tem nenhuma notícia, ninguém preso”, afirmou.
Segundo o filho da influenciadora, o único retorno que a família tem recebido é por meio da advogada que acompanha o caso. “O respaldo que a gente tem é da advogada, que está em cima e dando força para a gente. Mas, até o momento, nada de novidade”, disse.
Bruno também revelou que a morte da mãe provocou um sentimento constante de medo. Sem saber quem são os responsáveis pelo crime nem por que Alzira foi assassinada, ele afirma viver dias de insegurança. “Tem noite que eu acordo, não consigo dormir mais. Estou muito assustado, porque eu não sei o motivo que fizeram isso com a minha mãe. Tenho medo que isso chegue até minha família, até mim, até meus irmãos. Isso é muito angustiante”, desabafou.
Durante as investigações, um homem chegou a ser preso por posse ilegal de arma de fogo, mas foi liberado após pagar fiança. A Polícia Civil esclareceu que a prisão ocorreu apenas pelo crime relacionado ao armamento e informou que o inquérito segue em andamento, sob responsabilidade do delegado Emerson Crispim. Segundo a corporação, por causa do sigilo das investigações, entrevistas e informações detalhadas só serão divulgadas após a conclusão do procedimento.
Na tentativa de contribuir com a elucidação do caso, a família passou a oferecer uma recompensa de R$ 2 mil para informações que possam ajudar na identificação dos autores do assassinato.
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