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Alunos da rede estadual de MG vão passar por monitoramento emocional

Projeto do governo tem como objetivo reduzir a violência escolar e acompanhar a saúde mental dos jovens e adolescentes

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Estudantes vão ser encaminhados para tratamentos
Estudantes vão ser encaminhados para tratamentos Reprodução / Freepik

Os alunos das escolas estaduais de Minas Gerais vão passar por um diagnóstico socioemocional a partir do novo ciclo letivo, que se inicia no próximo dia 05 de fevereiro. A medida foi anunciada nesta terça-feira (30) pelo secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga.

O projeto tem como objetivo corrigir desequilíbrios entre os estudantes e, assim, evitar possíveis casos de violência escolar, como o ataque a um colégio em Poços de Caldas, no sul do estado, que terminou com uma morte em 2023.


"Trabalhar ataques a escolas não é algo objetivo. É uma perseguição mais ampla. Quando eu trabalho as competências socioemocionais desses estudantes, eu trabalho temas que nos ajudam a desenvolvê-los para que eles tenham autoconhecimento e consigam trabalhar com suas emoções", avalia o secretário.

Alvarenga detalha que a iniciativa ainda vai fortalecer o tratamento de doenças como a depressão e a ansiedade. "Vamos trabalhar a questão socioemocional na perspectiva da educação. Quando houver algo mais intenso e específico, faremos o encaminhamento para a área da saúde", completa.


A primeira fase do Projeto Socioemocional acontece no dia 06 de fevereiro. Na data, os funcionários das escolas e os alunos vão preencher um questionário elaborado em parceria com a PM (Polícia Militar). O documento identificará a percepção da comunidade sobre a segurança, abordando, dentre outros temas, a ocorrência de furtos e brigas. Já no final de fevereiro, os alunos vão responder outro formulário relacionado a questões emocionais pessoais.

"Com estes questionários, vamos selecionar as escolas prioritárias e construir a matriz de risco com a PM para que a polícia tenha clareza de quais escolas estão com mais casos de agressão, onde precisam intensificar a Patrulha Escolas e até mesmo o Proerd [Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência], explica Geniana Faria, secretária-adjunta estadual de Educação.


Com o 'raio-x' em mãos, o governo vai contratar articuladores socioemocionais para todas as escolas. Os profissionais vão traçar planos de acompanhamento para cada unidade, de acordo com as demandas identificadas. Os funcionários dos colégios vão ser treinados para cooperar com as abordagens.

"Não adianta ter um psicólogo na escola se ele não está na sala de aula. Você percebe [problemas emocionais dos alunos] quando você o vê acuado em um canto da sala. Nos anos iniciais [da educação], a gente consegue esse olhar mais atento porque a professora fica quatro horas e meia com o aluno. Então, no dia em que ele chega mais calado, a educadora já sabe que aconteceu algo com ele", explica Geniana.


Segundo a secretária-adjunta, os estudantes diagnosticados com problemas de saúde mental vão ser encaminhados para o NAE (Núcleo de Atenção Educacional). Lá, eles terão acompanhamento com psicólogo e assistente social.

De acordo com o governo, existem 230 grupos como estes nas 853 cidades mineiras. Eles reúnem 460 profissionais, que trabalham em duplas.

Especialistas apontam que desabafo e acolhimento podem ajudar a evitar o suicídio:

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