Ex-assessor se exalta ao falar sobre relação com vereador investigado
Wellington Luiz da Conceição foi convocado para prestar depoimento na comissão que analisa pedido de cassação de Wellington Magalhães
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Kiuane Rodrigues, da Record TV Minas

A comissão que apura o pedido de cassação do mandato do vereador de Belo Horizonte Wellington Magalhães (DC) ouviu mais uma testemunha, nesta terça-feira (8). O ex-assessor parlamentar Wellington Luiz da Conceição negou ter prestado serviços ao parlamentar denunciado. A sessão foi rápida, mas tumultuada.
De acordo com a Câmara Municipal, Wellington Luiz da Conceição já trabalhou como assessor parlamentar, de fiscalização, de relações institucionais e como assistente técnico nos gabinetes de quatro outros vereadores entre os anos de 2002 e 2012. Na denúncia recebida pela Casa, Conceição também trabalharia para o vereador Magalhães e já teria ameaçado outros parlamentares a mando do vereador. O homem nega as denúncias.
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Wellington Luiz da Conceição para prestar depoimento acompanhado de um advogado. Durante a oitiva, o vereador Mateus Simões (Novo) perguntou se ele conhece o vereador Wellington Magalhães e o ouvido afirmou que o parlamentar é conhecido por todos.
— A cidade de Belo Horizonte, acho que o Brasil todo conhece.
Quando perguntado sobre qual a relação com o vereador, a testemunha respondeu:
— Relação eu não tenho nenhuma. Relação eu tenho com a minha esposa.
Conceição também foi perguntado sobre um processo que responde já Justiça junto com outro homem convocado para prestar depoimento na comissão.
— O fato está na Justiça. Você quer saber da minha vida particular? Eu fui chamado para prestar depoimento de um assunto ligado a um processo ligado à Casa e não da minha vida particular.
Este é o segundo processo de cassação que Magalhães enfrenta na Câmara. No primeiro, ele foi absolvido pelos colegas vereadores. Uma investigação que relaciona o político a um suposto esquema de desvio de verbas públicas motivou a ação. Outras três testemunhas devem ser ouvidas na próxima semana.
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