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Ex-prefeito de Montes Claros considerado foragido pela Interpol é localizado pela polícia

Luiz Tadeu Leite foi encontrado em flat de Miami, nos Estados Unidos

Minas Gerais|Do R7 MG, com Record Minas

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Advogado diz que ex-prefeito faz tratamento de saúde nos EUA
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O ex-prefeito de Montes Claros, no Norte de Minas, considerado foragido pela Interpol foi localizado pela polícia. Luiz Tadeu Leite (PMDB) foi encontrado em um flat de Miami, nos Estados Unidos.

A prisão e imediata transferência do político ao Brasil ainda são negociadas com a Interpol. No entanto, caso nenhum acordo seja feito, a Justiça brasileira irá pedir a extradição de Luiz Tadeu Leite.


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O político era procurado pela Polícia Federal desde a última terça-feira (2), quando um mandado de prisão contra ele foi expedido pela Justiça brasileira por suspeita de lavagem de dinheiro e fraude contra os cofres públicos.


O advogado de Luiz Tadeu Leite, Sanzio Baioneta Nogueira, afirma que o ex-prefeito está nos Estados Unidos para se recuperar de uma cirurgia de retirada do intestino grosso. Segundo o defensor, a viagem foi comunicada à Polícia Federal.

— A viagem para o exterior para tratamento médico foi comunicada oficialmente no dia 24 de junho de 2013, havendo inclusive data estipulada para o seu retorno.


Em nota, o atual prefeito de Montes Claros, Rui Muniz, afirma que a licitação sob investigação foi anulada em março de 2013 e que os valor que teria sido desviado, R$ 9.367.901,44, é alvo de um processo contra a Digicorp Consultoria e Sistemas LTDA., empresa que teria sido usada no esquema.

A Polícia Federal estima que o golpe, que envolve 100 cidades em 11 Estados, tenha desviado R$ 70 milhões dos cofres públicos com a fraude em licitações. Ontem, sete pessoas foram presas no norte de Minas, incluindo dois ex-prefeitos.

As contratações eram direcionadas para empresas integrantes da organização criminosa. Normalmente, uma empresa determinada vencia as licitações com o compromisso de fazer a compensação entre precatórios judiciais e as dívidas das prefeituras, sob o argumento de uma economia de até 30% sobre os valores devidos ao INSS, prática que é proibida expressamente pela lei.

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