Logo R7.com
RecordPlus

Exames descartam botulismo em família internada após comer torta de frango em padaria de BH

Amostras clínicas dos pacientes e dos alimentos foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL); vítimas continuam internadas

Minas Gerais|Lucas Eugênio, da RECORD MINAS

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Idosa sofre AVC após 14 dias internada com suspeita de intoxicação em padaria de BH
Amostras clínicas dos pacientes e dos alimentos foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz

Os exames que investigavam a infecção por botulismo em três pessoas que foram internadas depois de comer em uma padaria do bairro Serrano, em Belo Horizonte, deram negativos para a presença da doença. As amostras clínicas dos pacientes e dos alimentos foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo. O caso segue em investigação.

As vítimas são Cleusa Maria de Jesus Dias, de 78 anos; a sobrinha dela, Fernanda de Aquino Morais, de 23; e o namorado da jovem, José Vitor, de 24. Eles estão internados em estado grave em UTIs de hospitais particulares da capital mineira.


“Outras possíveis causas de intoxicação ainda estão sendo analisadas. A SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) solicitou ao IAL a realização de exames complementares para detecção de outras neurotoxinas e agentes relacionados”, informou a nota.

A secretária declarou também que, caso o Instituto Adolfo Lutz não disponha das metodologias necessárias, o Ministério da Saúde deve encaminhar as análises para outros centros de referência no país. A pasta disse que os pacientes chegaram a receber o soro antitoxina botulínico, antes da finalização do exame.


Relembre o caso

O caso começou a ser investigado após a internação das vítimas com suspeita de envenenamento. Após a denúncia, a Polícia Civil periciou o local e ouviu o dono do estabelecimento. A hipótese foi descartada após a realização de exames.

O proprietário do estabelecimento, que administra a loja há cerca de seis meses, prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado. Ele alegou que as vistorias da padaria estavam em dia e disse que o padeiro era novato. Segundo o empresário, o funcionário havia sido chamado para um trabalho temporário e só estava na padaria há seis dias. O comerciante disse que não conseguiu contato com o padeiro após o início da investigação.


Na época, o padeiro de 55 anos também foi ouvido pela polícia e liberado. O funcionário negou o envenenamento dos produtos durante o depoimento. Segundo o delegado Alex Sandro Cecílio Pimenta, responsável pela investigação, o homem alegou que “levou para casa outra torta quando esteve na empresa antes do ocorrido, a qual foi consumida por sua família, e nenhum deles sentiu algo diferente”. Ele inclusive teria levado um pedaço dessa torta à delegacia.

A Vigilância Sanitária de Belo Horizonte interditou a padaria no dia 23 de abril por falta de alvará sanitário e por apresentar “irregularidades no que se refere a questões de higiene e estrutura sanitária”. Ingredientes foram recolhidos para análise. A prefeitura informou, no entanto, que o alvará de localização e funcionamento do estabelecimento estava regular.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.