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Falta de empolgação da torcida de BH contrasta com animação de gringos na cidade

Enfeites são raros nas ruas da capital e belo-horizontinos parecem estar alheios ao Mundial 

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Andrés Agüere preferiu ficar na casa de amigos
Andrés Agüere preferiu ficar na casa de amigos
Shwetang Singh se anima por presenciar um jogo do Copa do Mundo em BH
Shwetang Singh se anima por presenciar um jogo do Copa do Mundo em BH

A falta do espírito da Copa nas ruas de Belo Horizonte é gritante a um dia do início do Mundial. Ao contrário de outras cidades-sede, são poucas ruas pintadas de verde e amarelo e, timidamente, as bandeiras do Brasil aos poucos aparecem em carros e fachadas. Alheios à falta de animação dos mineiros, estrangeiros começam a invadir a cidade de olho nas seis partidas marcadas para o Mineirão, a começar por Colômbia X Grécia, neste sábado (14).

Por sinal, a torcida colombiana já se faz notar na capital mineira. Segundo a Embaixada da Colômbia no Brasil, são esperados 60 mil turistas no País. Não há dados sobre Minas Gerais. A fronteira entre os dois países favorece a chegada dos torcedores, que se animam com a possibilidade de passar das oitavas de final pela primeira vez.


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A veterinária Maritza Medina Sánchez, 30 anos, está há cinco meses em BH e deixou para voltar ao seu país quatro dias após a partida de estreia da Colômbia. Ela quer sentir "a música, as cores e a alegria" mesmo sem ter ingressos.


— Será como ter um pedacinho da Colômbia aqui, quando fizeram o sorteio fiz muita força para que jogassem aqui.

Andrés Felipe Agüere vem de Cartagena, Colômbia, para a casa de amigos em BH, onde já fez intercâmbio, para evitar altos preços de hotéis.


— Morei em BH há três anos e vou ficar na casa da família. O que atrapalha a vinda de colombianos são os altos preços e a falta de lugar para ficar.

Impressões sobre a cidade


O jornalista argentino Guillermo Fuentes, do diarío La Voz de Córdoba, chegou em BH no sábado (7). A falta de apoio à Copa chamou a atenção do repórter.

— O que me surpreendeu é a falta de entusiasmo da torcida. Não há clima de Copa em BH, não há bandeiras, publicidade. Talvez por medo de brigas, mas foi um tiro contra a realização do Mundial. Tomara que melhore a partir do primeiro jogo.

Hospedado na avenida João Pinheiro, preferiu alugar um carro com GPS para se locomover e acredita que a cidade está preparada.

— A estrutura toda me parece pronta. Não conhecia BH e achei as placas confusas para chegar ao estádio, mas tenho um GPS para ajudar.

O indiano Shwetang Singh, 24 anos, é só animação. O engenheiro de ciência da computação diz que escolheu fazer intercâmbio na cidade por ser uma cidade-sede do Mundial.

— Eu escolhi vir para cá por causa da Copa, nem acredito que está se tornando realidade. Estou em BH há um ano e acho a cidade uma combinação incrível entre clima agradável, bares, festas, garotas bonitas e infraestrutura para atender as necessidades básicas do povo.

Ele já tem entrada garantida para Colômbia X Grécia e para a semifinal do dia 8 de julho.

— Quero conhecer gente do mundo todo e dividir experiências sobre o futebol, além de ver com meus próprios olhos lendas do esporte. As palavras não são suficientes para descrever minha animação com a Copa.

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