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Funcionária que era espiada em vestiário será indenizada em R$ 10 mil

Ela alegou que não tinha local próprio para se trocar e era obrigada a usar vestiário masculino

Minas Gerais|Do R7

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Uma operadora de empilhadeira que trabalhava na cidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, conseguiu na Justiça o direito à rescisão indireta de seu contrato e ainda uma indenização no valor de R$ 10.000 por danos morais. Conforme a denúncia feita à 4ª Vara do Trabalho de Betim, ela não tinha local próprio para trocar de roupa e era obrigada a utilizar o vestiário masculino. Furos na parede do cômodo permitiram que ela fosse "espiada" por outros funcionários.

A decisão foi tomada pela juíza Cláudia Eunice Rodrigues e confirmada pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Minas Gerais. Uma testemunha ainda informou que já havia flagrado o encarregado da funcionária espiar a empregada enquanto ela se trocava.


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O acusado negou a versão dos fatos, mas não convenceu a magistrada. A juíza ressaltou que estava convencida de que "havia uma conduta inadequada por parte do líder da equipe quanto à pessoa da reclamante, sobretudo ao espiá-la enquanto ela estava no vestiário trocando de roupa

Além disso, a magistrada explicou que o comportamento desrespeitoso e abusivo da chefia era motivo suficiente para considerar o contrato de trabalho extinto por culpa do empregador. A empresa foi condenada a pagar saldo de salário, aviso prévio, 13º salário, férias, acrescidas de um terço e FGTS com multa de 40%

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