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Governo de MG cogita fazer nova licitação para gestão do Mineirão

Secretário de Infraestrutura explica que objetivo do projeto é evitar o gasto de R$ 2 bilhões com o atual contrato

Minas Gerais|João Pedro Gruppi, da Record TV Minas

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A atual gestão do Mineirão está a cargo da Minas Arena
A atual gestão do Mineirão está a cargo da Minas Arena

O Governo de Minas Gerais avalia abrir uma nova licitação para a gestão do estádio Mineirão, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

A informação foi confirmada à Record TV Minas, nesta quinta-feira (1°), pelo secretário de Estado de Infraestrutura Fernado Marcato.


Atualmente, a arena é administrada pela empresa Minas Arena. Caso o contrato firmado em 2007 seja levado adiante, o Estado terá um gasto que ultrapassaria R$ 2 bilhões até 2029, ano em que termina a concessão, já que o Governo precisa precisa pagar R$ 10 milhões por mês para quitar custos da reforma que foi feita pela administradora.

Segundo Marcato, a ideia de rever o contrato vem da proposta de economizar o montante para o governo estadual investir em outras áreas, como saúde, educação e pagamento de funcionários.


O secretário explica que a Lei de Concessão libera o Estado para rescindir o contrato, se for de interesse de interesse público, desde que seja paga uma indenização. O nome técnico do ato é encampação.

A indenização, neste caso, seria de apróximandamente R$ 400 milhões. Fernando Marcato explica que há uma possibilidade de colocar no novo contrato que a empresa vencedora deverá se responsabilizar pelo pagamento.


A ideia da atual gestão é abrir um nova licitação em meados de 2023, caso o governador Romeu Zema (Novo) seja reeleito.

Procurada, a Minas Arena informou que não vai comentar sobre o assunto.


Interesse do Cruzeiro

O clube mineiro mais interessado com esta nova licitação seria o Cruzeiro, uma vez que o América manda seus jogos na Arena Independência, na região leste de Belo Horizonte, e o Atlético Mineiro está contruindo a Arena MRV, na regional noroeste, onde será sua nova casa a partir de 2022. 

Em junho deste ano, o ex-jogador Ronaldo, sócio da S.A.F celeste, se reuniu com o governador Zema para tratar justamente do Mineirão. O Cruzeiro, que tem o estádio como sua casa, precisou mandar alguns jogos fora de lá por causa de eventos e shows. Apesar disso, o secretário de infraestrutura garantiu que a decisão não foi tomada após o interesse da Raposa e, sim, por uma questão financeira e de interesse único do governo estadual. 

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