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Greve de garis deixa lixo acumulado há uma semana em 144 bairros de BH

Empresa recebe R$ 17,8 milhões da prefeitura, mas não pagou salários e benefícios em dia

Minas Gerais|Do R7 MG, com Record Minas

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Pilhas de sacolas se acumulam enquanto empresa não entra em acordo com a SLU
Pilhas de sacolas se acumulam enquanto empresa não entra em acordo com a SLU

O cheiro ruim e o risco de doenças aumentam enquanto a pilha de sacos de lixo se multiplica na calçada. A greve dos garis que atendem às regiões da Pampulha, de Venda Nova e norte, em Belo Horizonte, atinge moradores de 144 bairros da capital mineira.

Desde segunda-feira (12), a categoria cobra explicações da Arclan, empresa terceirizada pela prefeitura para o serviço de coleta. Os garis reclamam de pagamentos atrasados, horas extras, vales, assistência médica e até da falta de equipamentos de segurança.


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Vanessa Vieira, funcionária de um restaurante, reclama dois bichos que se reproduzem na sujeira.


— Cheguei hoje pra trabalhar e tive que fazer uma limpeza por causa de bicho. Tem muita lagartinha.

Enquanto empresa e prefeitura não chegam a uma solução, os moradores improvisam táticas para manter a casa limpa. Thiago Sanches só descarta o lixo orgânico enquanto a coleta não é normalizada.


— A gente está tentando selecionar papel e deixar em um quarto de despejo. O que não tem jeito, coloca pra fora pelo cheiro.

Os moradores apoiam a greve dos garis, mas esperam uma solução rápida da prefeitura, que diz ter desviado equipes para manter a limpeza dos bairros afetados.

— Eles merecem uma remuneração melhor. Estão sujeitos a riscos, acidentes, insalubridades. Infelizmente, no Brasil, tem que ganhar no grito.

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