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Homem é preso por desmatar área de Mata Atlântica em Minas

Abordado pela polícia, suspeito não apresentou autorização para retirada da vegetação e foi multado em R$ 25 mil, além de ter sido levado para a cadeia

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

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Polícia Civil prendeu homem acusado de desmatar área protegida por lei
Polícia Civil prendeu homem acusado de desmatar área protegida por lei

Um homem de 56 anos foi preso em uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais por desmatar uma área de Mata Atlântica no município de Mariana, na região Central do Estado, a 117 km de Belo Horizonte. 

A operação foi feita em conjunto com a Semad (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), que multou o suspeito em R$ 25 mil e apreendeu tratores e máquinas encontradas na região.


Policiais civis e técnicos da Semad identificaram a construção de uma estrada irregular que resultou na retirada de 450 metros de vegetação, além de desvio de curso d'água. Segundo a Polícia Civil, quatro homens trabalhavam no local no momento da abordagem.

Dois deles foram conduzidos para a delegacia, sendo um considerado o supervisor da obra e do maquinário e, o segundo, identificado como responsável pelo terreno e por uma mineradora. Ele poderia ter sido liberado mediante pagamento de R$ 30 mil em fiança, mas como não tinha o recurso, foi encaminhado ao sistema prisional.


Homem construía estrada irregular
Homem construía estrada irregular

Ainda de acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, o responsável pelo terreno não possuía e não apresentou a licença ambiental adequada para o desmatamento da área.

“Realizamos a abordagem e não foi nos apresentado nenhum tipo de licença ambiental. Conseguimos averiguar no local também, com a ajuda dos fiscais da Semad, que a área devastada é considerada área bioma de Mata Atlântica em estado avançado de conservação, com riqueza de flora e fauna. Iremos investigar agora outros possíveis crimes que possam ter ligação com os resultados desta nossa operação”, explicou o delegado responsável, Luiz Otavio Paulon.


Para o diretor de Inteligência e Ações Especiais da Semad, Bruno Zuffo Janducci, o responsáveis terão que recuperar os danos causados.

— A restauração desta área desmatada é um processo muito lento e difícil de ser realizado. As autuações serão enviadas aos responsáveis, que têm obrigação legal de recuperar os danos causados", afirmou.

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