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Júri de ex-policiais acusados de matar tio e sobrinho em BH é adiado

Crime aconteceu no Aglomerado da Serra, em 2011; defesa pediu perícia de novos documentos

Minas Gerais|Do R7

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Adolescente de 17 anos morreu com tiro de fuzil ao tentar socorrer o tio, confundido com traficante
Adolescente de 17 anos morreu com tiro de fuzil ao tentar socorrer o tio, confundido com traficante

A Justiça decidiu adiar o julgamento dos dois ex-policiais acusados de matar tio e sobrinho durante uma operação no Aglomerado da Serra, região centro-sul de Belo Horizonte, em 2011. O júri, marcado para começar às 8h30 desta sexta-feira (6) foi suspenso depois que o advogado Ércio Quaresma, que defende um dos réus, alegou que novos documentos foram juntados ao processo e deveriam passar por perícia técnica. O Ministério Publico concordou com o procedimento. A nova sessão foi marcada para o dia 18 de março de 2014, também no 1º Tribunal do Júri de BH.

O juiz Ronaldo Vasquez, que presidia a sessão, ressaltou que o júri foi cancelado "por transparência, justiça e lealdade às partes". Depois disso, os réus, Jason Ferreira Paschoalino e Jonas David da Silva foram dispensados e retirados do Tribunal do Júri. Eles estão presos desde outubro,quando foram expulsos da PM, na Penitenciária Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na Grande BH. A defesa chegou a pedir a liberdade dos réus, mas a solicitação foi negada pelo magistrado responsável.


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Entenda o caso


Os dois ex-soldados respondem pela morte do enfermeiro Renilson Veriano da Silva, de 37 anos, que foi confundido com um traficante. O sobrinho da vítima, Jefferson Coelho da Silva, de 17 anos, tentou socorrer o tio e também foi atingido com disparos de fuzil à queima roupa. Os ex-policiais, que afirmam terem sido recebidos a tiros, são acusados ainda de alterar o local do crime para forjar um tiroteio com traficantes.

Pela morte de Renilson, eles respondem por homicídio duplamente qualificado - motivo fútil e emprego de recurso que impossibilitou defesa da vítima. Quanto ao crime contra Jefferson, as qualificadoras são assegurar a impunidade da morte do tio e recurso que impossibilitou a defesa. Jason e Jonas respondem ainda por porte ilegal de arma de fogo. Somadas, as penas podem chegar a 130 anos.

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