Justiça decide nesta quinta (23) se mantém preso homem que confessou matar Stifanie Ribeiro, em BH
André foi preso na terça-feira (21), após se apresentar espontaneamente no DHPP
Minas Gerais|Stéphanie Lisboa, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7
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A Justiça decide, na tarde desta quinta-feira (23), se mantém preso André Junior Silva de Carvalho, de 24 anos, que confessou ter matado Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, em Belo Horizonte. A audiência de custódia está marcada para as 13h40, no Fórum da capital, e vai definir se a prisão em flagrante será convertida em preventiva, se o suspeito responderá ao processo em liberdade ou se outras medidas cautelares serão impostas.
André foi preso na terça-feira (21), após se apresentar espontaneamente no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), durante o depoimento ele confessou o crime, teve a prisão em flagrante ratificada e foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
O corpo de Stifanie foi encontrado na segunda-feira (20), no apartamento onde ela morava, no bairro Camargos, na região Noroeste de Belo Horizonte. Vizinhos contaram à polícia que viram André deixando o imóvel com duas malas pouco antes da vítima ser localizada sem vida.
De acordo com informações apuradas pela investigação, após a repercussão do caso, familiares e amigos do suspeito teriam informado que ele havia sido reconhecido por testemunhas. Em seguida, André decidiu se apresentar à Polícia Civil.
Possível motivação
De acordo com o delegado, na noite de quinta-feira (16), os dois discutiram e Stifanie pediu que André deixasse o imóvel. Sem ter para onde ir, segundo o próprio investigado, ele a matou por estrangulamento.
“Ela exigiu que ele saísse do apartamento. Como ele não tinha lugar para ir aqui em Belo Horizonte, segundo ele, e estava em busca de trabalho, foi quando praticou esse crime”, afirmou o delegado.
Ainda conforme a investigação, André tentou inicialmente atribuir a morte a um possível suicídio. Durante o primeiro depoimento, ele negou o homicídio e alegou que encontrou Stifanie já sem vida, dizendo que ela fazia uso de medicamentos controlados e teria tendência suicida. A versão, no entanto, foi descartada após a confissão.
Segundo a Polícia Civil, após matar a vítima, André permaneceu no apartamento por cerca de quatro dias com o corpo. Ele teria queimado borra de café e utilizado desodorizadores de ar para tentar disfarçar o cheiro da decomposição. Além disso, cobriu o corpo com cobertores e manteve o apartamento fechado para evitar que os vizinhos desconfiassem.
“Ele permaneceu com esse corpo de quinta-feira à noite até segunda-feira. Colocou cobertores sobre o cadáver, manteve a janela fechada e tratava o ambiente com odorizadores para que o cheiro não chegasse aos vizinhos”, explicou Thiago Megale.
O delegado afirmou ainda que André deixou o apartamento somente após moradores estranharem o desaparecimento de Stifanie. Uma vizinha enviou mensagens cobrando uma resposta por áudio ou vídeo e avisou que acionaria a polícia caso não tivesse retorno. Pouco depois, o investigado deixou o condomínio carregando duas malas.
Testemunhas relataram ter visto André saindo do prédio com os pertences. Após a repercussão do caso, familiares e amigos do investigado informaram que ele havia sido reconhecido por vizinhos, o que o levou a se apresentar espontaneamente no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde confessou o crime e foi preso em flagrante.
A Polícia Civil informou que André deverá responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. A investigação segue em andamento e aguarda a conclusão dos laudos periciais, que irão confirmar oficialmente a causa da morte e auxiliar na reconstituição da dinâmica do crime.
“O laudo de necrópsia e o laudo de local ainda não estão prontos. São exames complexos e tratados como prioridade diante da gravidade do caso”, afirmou o delegado.
O corpo de Stifanie foi identificado oficialmente por meio da papiloscopia e liberado pelo Instituto Médico-Legal (IML). O sepultamento foi realizado na manhã desta quinta-feira (23), no Cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte.
Também nesta quinta-feira, familiares e amigos se despediram de Stifanie. O sepultamento ocorreu pela manhã, no Cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte. A Polícia Civil informou que o corpo da vítima foi identificado oficialmente por meio da papiloscopia e liberado pelo Instituto Médico-Legal (IML).
Relembre o crime
Stifany Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Camargos.
A descoberta ocorreu depois que vizinhos estranharam o desaparecimento da mulher, sentiram um forte odor vindo do imóvel e decidiram abrir uma das janelas. O corpo foi localizado sobre a cama, já em estado de decomposição, enquanto diversos objetos da residência estavam revirados.
Segundo relatos de moradores, um homem frequentava o apartamento com frequência e foi visto deixando o local por volta das 11h35 de segunda-feira carregando duas malas. A suspeita é de que ele tenha permanecido no imóvel durante dias mesmo após a morte da vítima. Mensagens trocadas entre Stifany e uma vizinha também levantaram suspeitas. De acordo com pessoas próximas, alguém teria respondido às mensagens utilizando apenas texto. Quando a vizinha pediu uma prova de vida, não houve mais qualquer retorno.
Amigos informaram ainda que Stifany trabalhava em um supermercado, estava afastada por atestado médico havia cerca de dez dias, fazia acompanhamento psiquiátrico e morava sozinha desde a morte da mãe, em outubro do ano passado.
O homem apontado por testemunhas como namorado da vítima se apresentou espontaneamente ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) nesta terça-feira e confessou o crime. Ele foi preso pela Polícia Civil, que segue investigando as circunstâncias da morte.
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