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Liminar para aumento da passagem em BH é negada pela Justiça

Minas Gerais|Daniel Camargos, do R7

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Disputa entre empresas e Kalil segue na Justiça
Disputa entre empresas e Kalil segue na Justiça

O desembargador do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), Wander Marotta, negou o pedido de liminar solicitado pelo Setra-BH (Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belo Horizonte) para aumentar o preço das passagens de ônibus da capital mineira.

A negativa foi publicada na terça-feira (26) e reafirma a decisão do dia 22 do juiz Marco Aurélio Abrantes Rodrigues da Segunda Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte.

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Marotta entendeu que não há provas de que as empresas terão prejuízo caso a passagem não seja reajustada. “Assim, pelos motivos acima expostos, indefiro a liminar, por não haver prova de que esse indeferimento ocasionará prejuízo irreversível para os impetrantes", escreveu na decisão o desembargador.

No dia 19, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) anunciou, após reunião com a diretoria do Setra-BG, que não concederia o reajuste anual das trafias.

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— Não tem reajuste enquanto não se abrir a caixa preta da BHTrans, afirmou o prefeito.

Kalil alegou que não autorizou o aumento, pois a Justiça barrou uma auditoria no serviço de transporte da capital, proposta por ele, no meio deste ano.

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— Nós vamos colocar outro edital na rua. Como eu disse, sem uma auditoria e sem a gente saber, o reajuste da tarifa é zero.

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Os consórcios BHLeste, Dez, Dom Pedro II e Pampulha impetraram mandado de segurança contra o prefeito de Belo Horizonte e o diretor-presidente da BHTrans. As concessionárias afirmam que a revisão tarifária consta do contrato em vigor, firmado com o Executivo há nove anos.

Elas argumentam que a ameaça ao seu direito é evidente, uma vez que a página oficial da Prefeitura informa que não haverá aumento. Segundo as empresas, o reajuste precisa ser publicado no Diário Oficial do Município (DOM) no dia 26 de dezembro, para passar a viger no dia 29 do mesmo mês, o que corre o risco de não ocorrer se não houver decisão judicial favorável a elas.

O juiz Marco Aurélio Rodrigues indeferiu pedido liminar de reajuste, por entender que até 25 de dezembro o prefeito ainda pode realizar uma auditoria, condição que ele colocou como essencial para autorizar a elevação da passagem. Segundo o magistrado, o “justo receio” não estava caracterizado, havendo prazo, ainda, para que o preço do serviço suba conforme previsão contratual.

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