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Maior estelionatário do país é preso em resort de luxo na Bahia

Segundo Polícia Civil de Minas Gerais, Marcel Mafra Bicalho montou esquema de pirâmide e movimentou cerca de R$ 1 bilhão nos últimos 4 anos

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

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Suspeito de aplicar golpes fugia dos credores
Suspeito de aplicar golpes fugia dos credores

Um estelionatário suspeito de aplicar golpes financeiros por meio de um esquema de pirâmide e lavagem de dinheiro foi preso em um resort de luxo em Arraial D'Ajuda, no litoral da Bahia por agentes da Polícia Civil de Minas Gerais.

De acordo com a corporação, Marcel Mafra Bicalho, de 35 anos, que era de Montes Claros, a 424 km de Belo Horizonte, era o mentor e líder de uma organização criminosa com abrangência em todo o país.


A Polícia Civil suspeita que ele tenha movimentado entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão nos últimos quatro anos. Bicalho montou um esquema de pirâmide financeira chamada Mattos Investing com o objetivo de captar investidores no setor de criptomoedas e mercado Forex.

Ele se apresentava como professor e mestre em investimentos financeiros e dava aulas e cursos por meio de vídeos em plataformas como o Youtube.


A Polícia Civil também prendeu Leonardo Oliveira Silva, apontado como laranja das operações encabeçadas por Bicalho. De acordo com os investigadores, o suspeito nega ser um golpista. 

"Ele diz que é um investidor e que, da mesma forma que o Brasil está enfrentando problemas, ele também está. E que os seus investidores tem que entender. Ele usa isso para dizer que não aplicou golpes, que ele realmente é um investidor e que teria quebrado e vai pagar todo mundo ao longo da sua vida", explica o delegado Gustavo Barletta. 


Resort de luxo no litoral da Bahia cobrava R$ 30 mil mensais
Resort de luxo no litoral da Bahia cobrava R$ 30 mil mensais

As investigações, que duraram quatro meses, apontam que, ao longo dos últimos quatro anos, os golpes tenham rendido ao estelionatário cerca de R$ 500 milhões. 

Esquema


Segundo as investigações comandadas pela Depatri (Delegacia Especializada em Crimes contra o Patrimônio), Marcel Mafra Bicalho teria organizado uma rede de captadores que prometia retorno dos investimentos a uma taxa entre 30% e 100% ao mês, com aporte mínimo de R$ 1,5 mil.

No entanto, há cerca de um ano a empresa sumiu do mercado e Marcel passou a se esconder dos credores. No resort em Arraial D'Ajuda, onde foi encontrado pela polícia, ele gastava R$ 30 mil por mês só de aluguel. 

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