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Médicas que mataram bebê com medicação errada são denunciadas

Foram aplicados 111,4 ml de cloreto de sódio a 20%; o correto seria cloreto de sódio a 0,9%

Minas Gerais|Do R7

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O MPF (Ministério Público Federal) denunciou três médicas do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, pelo crime de homicídio culposo. Elas foram responsabilizadas pela morte de um bebê de três meses.

A vítima foi internada no dia 27 de agosto de 2012 para ser submetido a uma cirurgia de hérnia diafragmática. O procedimento precisou ser refeito dois dias depois, em 29 de agosto, e pela terceira vez, no dia 5 de setembro, devido a uma obstrução abdominal e de intestino.


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Quase um mês depois, a criança retornou ao centro cirúrgico para que fosse colocada uma espécie de "tela" no local da cirurgia, tendo sido então colocada em coma induzido por 48 horas.

Durante o coma, por determinação das três acusadas, foram aplicados no pequeno paciente 111,4 ml de cloreto de sódio a 20%, quando o correto seria cloreto de sódio a 0,9%. A dosagem incorreta, superior à indicada para qualquer pessoa, inclusive adultos, acabou provocando grave edema cerebral no bebê, levando-o à morte.


O erro foi certificado pelo próprio hospital, que, em relatório, afirmou ter a UTI Pediátrica levado 14 horas para perceber o ocorrido. Parecer técnico produzido pelo Ministério Público ainda afirmou que, caso a criança tivesse sobrevivido, ela apresentaria "sequelas neurológicas de dimensões imensuráveis secundárias a hipernatremia grave".

A prescrição incorreta partiu da acusada M.O.R., então médica residente sob a supervisão das outras duas acusadas, T.L.F.E. e A.C.C.L., que, segundo a denúncia, poderiam ter barrado o erro, mas não o fizeram, permanecendo inertes.

Se condenadas, elas podem pegar de 1 a 3 anos de prisão. A pena deverá ter aumento de 1/3 pelo fato de o crime ter resultado da inobservância de regra técnica profissional.

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