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Mineira de 1,5 m e quase 180 kg luta para conseguir cirurgia de redução de estômago 

Dona-de-casa engordou 62 kg em apenas quatro meses e tem dificuldades para andar

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

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Médicos pedem que ela ainda aguarda dois anos pela operação
Médicos pedem que ela ainda aguarda dois anos pela operação

Aos 40 anos, a vida da dona-de-casa Cristina Viana, moradora de Ribeirão das Neves, na Grande BH, é marcada por dificuldades. Com 1,5 m de altura, ela pesa 179 kg e quase não levanta mais da cama. Mesmo com diversos problemas de saúde causados pela obesidade, no entanto, ela teve o pedido de cirurgia bariátrica negado. 

Há 18 anos, o cotidiano de Cristina era o de uma pessoa comum. Mas, repentinamente, ela viu o ponteiro da balança disparar e ganhou 62 kg em apenas quatro meses. Desde então, enfrenta grandes obstáculos para conseguir fazer tarefas simples do dia-a-dia, como tomar banho. Como não cabe mais nos banheiros, ela utiliza uma caixa d´água para se lavar e conta com a ajuda dos filhos. 


— Para mim, ir no médico é uma dificuldade porque eu não aguento andar. Eu não aguento ir na cozinha tomar um copo de água, para ir no banheiro é uma dificuldade. 

Ela já tentou de tudo e passou por várias dietas, entrou para a academia, mas nada adiantou. Vídeos caseiros mostram o desafio para a dona-de-casa conseguir sair de casa. Ela precisa subir uma escada de joelhos para deixar o imóvel. Mesmo com vários comprovantes médicos que atestam seus vários problemas de saúde, ela não conseguiu a cirurgia. A justificativa foi que o caso está "em desacordo" com o protocolo. O cardiologista Felipe Prado, no entanto, afirma que ela possui condições para ser uma candidata à operação. 


— Ela tem indicação, só que a gente tem que olhar o risco e o benefício também dela passar por essa cirurgia. Porque operar, fazer uma cirurgia bariátrica, reduzir o estômago dela para diminuir os fatores de risco com este peso excessivo, o risco pode ser maior do que o benefício. 

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Enquanto isso, Cristina convive com diabetes, pressão alta, gordura no fígado, cálculos renais, entre outros distúrbios. Segundo ela, ainda querem que ela aguarde dois anos pelo procedimento. 


— Daqui a dois, três anos, quem sabe vão fazer minha cirurgia dentro do cemitério? Eu não tenho condição de esperar tudo isso não. 

A Secretaria Municipal de Belo Horizonte, onde o procedimento é realizado, alegou que o órgão municipal de Ribeirão das Neves que deve fazer o pedido. 

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