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‘Morreu ao lado dela’: filha de paciente faz relato sobre UPA onde mulher gravou vídeos antes de morrer

Mulher denuncia falta de recursos na unidade onde Brenda Maia morreu após registrar vídeos dos corredores

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7 e Camila Cambraia, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brenda Larissa Maia, de 32 anos, morreu na UPA de Justinópolis, em meio a denúncias de negligência e precariedade.
  • Testemunhas e pacientes relatam a falta de insumos e desamparo na unidade de saúde.
  • A Polícia Civil investiga o caso, enquanto a Prefeitura afirma que a paciente recebeu assistência antes de uma parada cardiorrespiratória.
  • Brenda, que era cardiopata e sofria de fibromialgia, deixou uma filha de cinco anos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mãe de Michely Carvalho relata ter visto os últimos momento de Brenda Maia com vida Reprodução/RECORD Minas

O caso da morte de Brenda Larissa Maia, de 32 anos, na UPA de Justinópolis, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, no último sábado (06), ganhou novos e dramáticos detalhes por meio do relato de acompanhantes que presenciaram o ocorrido. Enquanto a família de Brenda denuncia negligência após a jovem registrar salas vazias na unidade, outros pacientes descrevem um cenário de precariedade extrema e falta de insumos básicos na unidade de saúde.

Morte ao lado de outra paciente

Uma das principais testemunhas do momento em que Brenda faleceu é a mãe de Michely Carvalho. Internada na mesma sala de emergência, a idosa de 55 anos presenciou o colapso da jovem. “Minha mãe informou que a moça morreu ao lado dela”, relatou Michely em entrevista. Segundo ela, a situação na UPA é de total desamparo: “a situação aqui na UPA é complicada, é precária mesmo”.


A testemunha conta que os próprios profissionais de saúde admitem a incapacidade de atendimento da unidade. “médicos já falaram que ela precisa sair daqui, eles mesmos não tem nada” e que, em casos graves, como o de sua mãe, a falta de recursos é crítica.

Denúncia

A indignação com a gestão da saúde em Ribeirão das Neves é um sentimento compartilhado pelos usuários da UPA. Michely Carvalho expressou a revolta das famílias que precisam recorrer a medidas extremas para obter atendimento: “A gente fica revoltado porque a gente já procurou vereadores, prefeito. Se não for a gente colocando reportagem, fazendo barraco, para conseguir, eles não resolvem”.


Horas antes de morrer, por volta de 1h30 da madrugada, Brenda percorreu os corredores da UPA e registrou a ausência de socorro. Em uma das gravações, ela narra o descaso: “A UPA está agora, literalmente, com todas as salas vazias. Tem médico no descanso e uma médica vai sair para conduta de transferência”. Pouco tempo após enviar esses vídeos para a família, Brenda caiu no corredor e não resistiu.

Investigação e Respostas

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias e a causa da morte, aguardando laudos periciais. A Prefeitura de Ribeirão das Neves, por meio de nota, afirmou que “a unidade contava com quadro clínico completo em atuação” e que a paciente recebeu assistência da equipe de saúde, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória. A administração municipal também informou que determinou uma “apuração rigorosa do caso”.


Brenda, que era cardiopata e sofria de fibromialgia, deixou uma filha de cinco anos. Seu corpo foi encaminhado ao IML e o velório ocorreu em Santa Luzia, nesta segunda (08).

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