Minas Gerais Motoboy preso em MG por roubo de colares é solto pela Justiça

Motoboy preso em MG por roubo de colares é solto pela Justiça

Moradores de Santana do Paraíso celebraram a soltura de Maxsuel Ribeiro, que é graduado e nunca havia sido detido

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Ribeiro foi recebido com festa pelos vizinhos

Ribeiro foi recebido com festa pelos vizinhos

Arquivo pessoa / maxsuel vieira

O motoboy Maxsuel Vieira Ribeiro, de 35 anos, foi solto nesta terça-feira (3), após 20 dias detido como suspeito de roubar dois colares em Santana do Paraíso, a 237 km de Belo Horizonte.

De acordo com o TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), a decisão da soltura foi tomada após a delegada responsável pelo caso concluir a investigação e "entender que ele não é o autor do crime pelo qual foi acusado". O R7 procurou a Polícia Civil para comentar sobre o inquérito, mas a corporação não respondeu à demanda até a publicação da reportagem.

A saída de Ribeiro foi celebrada pelos moradores da cidade, que fica ao lado de Ipatinga. Ele foi recebido com faixas e cartazes em uma praça do bairro onde mora. Desde a prisão, clientes e amigos de motoboy se mobilizaram questionando a suspeita levantada contra ele.

Ribeiro, que é graduado em administração de empresas e nunca havia sido detido, está em casa com a família.

— Queria agradecer todo mundo que torceu por mim e acreditou em mim. Estou tentando colocar a minha cabeça no lugar e me reorganizar, mas estou bem.

Prisão

A família de Maxsuel Ribeiro questionou as circunstâncias da prisão, alegando que ele estaria trabalhando no momento do roubo, ocorrido por volta das 13h. O motoboy foi preso no final do dia enquantro transportava um passageiro.

Motoboy já está em casa com a família

Motoboy já está em casa com a família

Arquivo pessoal

Os PMs acionados pela secretária de 40 anos que denunciou o assalto chegaram até o suspeito após identificar que a moto dele passou em local próximo ao do assalto, praticamente no mesmo horário. Segundo a vítima, os dois cordões levados custam R$ 40 mil. O material não foi encontrado com o preso.

Os agentes também chamaram a vítima de um outro roubo que aconteceu em circunstância parecida no último dia 6 de julho e ela também teria dito que foi vítima do mesmo motoboy.

A Comissão de Direitos Humanos da ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) enviou à Justiça, na última semana, um ofício questionando a prisão. O documento assinado pela deputada Andréia de Jesus (PSOL), presidente do colegiado, suposta falta de "prova material para a comprovação de autoria" do crime. Andréia de Jesus pontuou questionamentos feitos pela família e pelos advogados do motoboy, que é formado em administração de empresas e nunca havia sido preso.

"Conforme consta no boletim de ocorrência, o assaltante descrito pela vítima seria um homem negro de 1,80m, enquanto o sr. Maxsuel mede apenas 1,60m; ademais, o assaltante teria cometido o crime de capacete, de modo que seria no mínimo insuficiente o reconhecimento dado pela vítima", destaca trecho do ofício.

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