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Motoboy preso injustamente usava roupa diferente do suspeito

Na época da prisão, delegada alegou que identificação feita pela vítima foi determinante para chegar até o possível culpado

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Circuito mostra suspeito com camisa clara
Circuito mostra suspeito com camisa clara

Um circuito de segurança divulgado pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (6), mostra que o motoboy preso injustamente em Santana do Paraíso, a 237 km de Belo Horizonte, usava roupas diferentes das usadas pelo outro motociclista que pode ter sido o verdadeiro autor do assalto.

A gravação que levou à soltura de de Maxsuel Vieira Ribeiro, de 35 anos, mostra que o motoboy usava uma jaqueta em tons escuros. O outro homem que aparece nas imagens aparece com uma camisa de cor clara.


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Após a detenção de Ribeiro, a delegada Amanda Pereira, plantonista responsável pelo auto de prisão, explicou à reportagem que a identificação feita pela vítima foi determinante para colocar o motoboy como suspeito. A delegada explicou que a vítima não titubeou diante os agentes da Polícia Civil ao reconhecê-lo.

No entanto, o boletim de ocorrência indica que a mulher assaltada já havia feito um reconhecimento inicial de Maxsuel Ribeiro enquanto o homem estava com os policiais militares que o prenderam.


A reportagem procurou a Polícia Civil para comentar sobre a divergência das roupas, mas não teve retorno até a publicação.

Reconstituição


Nesta sexta-feira, a Polícia Civil divulgou imagens da reconstituição do crime realizada nesta semana na cidade. O trabalho foi filmado e acompanhado por drones. As gravações mostram que Ribeiro passou pela secretária de 40 anos assaltada.

Em seguida, o outro motociclista que seria o suspeito passar por Ribeiro. Momentos depois o homem volta pelo mesmo caminho, segundo a polícia, após ter cometido o roubo.


As investigações sobre o caso seguem em andamento. O novo suspeito ainda não foi localizado. Ribeiro foi solto na última terça-feira (6) após a polícia concluir que ele não foi o responsável pelo crime. O motoboy, que é formado em administração de empresas e sem antecedentes criminais, ficou preso durante 19 dias.

Veja as imagens da reconstituição:

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