Mulher morta e decapitada pelo filho será velada nesta terça-feira (23) em Belo Horizonte
Cerimônia de despedida de Jussara Maria Rodrigues acontece no bairro Jardim Alvorada, na região Noroeste da capital mineira
Minas Gerais|Shirley Barroso, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7
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Será velado às 14h desta terça-feira (23) o corpo de Jussara Maria Rodrigues, de 57 anos, morta dentro do apartamento onde morava no bairro Cachoeirinha, na região Nordeste de Belo Horizonte. A cerimônia de despedida será realizada no bairro Jardim Alvorada, na região Noroeste da capital.
Jussara foi encontrada morta na manhã de segunda-feira (22) após familiares e vizinhos estranharem a falta de contato com ela por vários dias. Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao apartamento, precisou arrombar a porta do imóvel.
O crime
Segundo os militares, o principal suspeito do crime é o filho da vítima, de 27 anos, que estava dentro do apartamento quando os policiais entraram no local. De acordo com a corporação, ele confessou o assassinato e indicou onde estava o corpo da mãe.
A vítima foi encontrada decapitada e com diversas perfurações provocadas por faca. A perícia da Polícia Civil realizou os trabalhos no local e encaminhou o corpo para o Instituto Médico-Legal (IML).
Durante entrevista à imprensa, Gleidson Wellys da Silva, do 34º Batalhão da PM, afirmou que o comportamento do suspeito chamou a atenção dos policiais pela aparente frieza. Segundo o militar, o homem não resistiu à abordagem, admitiu o crime e teria chegado a retirar uma carne para descongelar após o assassinato.
A motivação do crime ainda é investigada pela Polícia Civil. Conforme relatos de vizinhos aos militares, mãe e filho teriam se desentendido recentemente por questões relacionadas ao apartamento onde moravam. Segundo essas informações, o suspeito afirmava ser o proprietário do imóvel e teria discutido com a vítima por causa da posse da residência. Moradores também relataram que Jussara chegou a passar alguns dias abrigada na casa de um vizinho após uma dessas discussões.
Familiares informaram ainda que o homem apresentaria problemas psiquiátricos e que teria histórico compatível com esquizofrenia, embora não haja confirmação oficial de diagnóstico médico. Após ser detido, ele foi encaminhado ao Hospital Odilon Behrens sob escolta policial.
O caso segue sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura a dinâmica do crime, a motivação e as condições psicológicas do suspeito no momento do assassinato.
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