Museu da UFMG não tinha projeto de prevenção a incêndio
Segundo o Corpo de Bombeiros, duas vistorias foram feitas em 2018, após incêndio no Museu Nacional, do Rio, e documentação não foi enviada
Minas Gerais|Natália Jael, da RecordTV Minas

O Museu de História Natural da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que pegou fogo na manhã desta segunda-feira (15) no bairro Horto, em Belo Horizonte, não tinha sequer um projeto de prevenção a incêndio aprovado junto ao Corpo de Bombeiros.
A estrutura passou por vistoria no ano de 2018, no âmbito de uma fiscalização feita pelo Governo de Minas após o incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. E estava entre os 271 museus do Estado com a situação irregular. Na época, apenas 33 tinha a documentação totalmente regularizada.
De acordo com o major do Corpo de Bombeiros Frederico Pascoal, foram feitas duas vistorias naquele ano e uma série de mudanças foram pedidas, mas a documentação comprovando as alterações não foi enviada.
— O Museu de História Natural não possui sequer um projeto aprovado junto ao Corpo de Bombeiros. O único registro que nós temos é de um projeto, que foi retirado pelos responsáveis porém não retornou com as correções.
A Polícia Federal e a Polícia Civil vão investigar o incêndio. Embora não se saiba, ainda, toda a extensão dos danos, parte do acervo do Museu de História Natural da UFMG foi atingido.
Funcionários contaram que as chamas se alastraram em um dos prédios do Museu de História Natural da UFMG, por volta das 06h, desta segunda-feira (15)
Funcionários contaram que as chamas se alastraram em um dos prédios do Museu de História Natural da UFMG, por volta das 06h, desta segunda-feira (15)
O prédio que pegou fogo é chamado de "coração do museu", onde funcionava a reserva técnica número 1. O Museu tem um acervo de 265 mil itens, dispostos em uma área de 600 mil metros quadrados.
Cinco peritos criminais da PF estiveram no local para acompanhar as investigações. Segundo a equipe, três salas e o telhado foram atingidos. A técnica utilizada para tentar identificar as causas do incêndio vão ser as mesmas adotadas na perícia do museu nacional do Rio de Janeiro que pegou fogo em setembro de 2018.
Em nota a universidade federal de Minas Gerais lamentou o incêndio e DISSE que vai contribuir para as investigações.




















