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Nível de reservatórios de água que abastecem a Grande BH volta a subir

Já em Três Marias, outro grande reservatório de Minas, a situação é preocupante

Minas Gerais|Thaís Mota, do R7

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Sistema Paraopeba está operando com 20% de sua capacidade total
Sistema Paraopeba está operando com 20% de sua capacidade total

Após atingirem o pior nível da história ao longo desta semana, os três reservatórios de água que abastecem a população da região metropolitana de Belo Horizonte registraram uma ligeira elevação. 

Segundo informações divulgadas pela Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), o volume de água armazenada no sistema Paraopeba chegou a 20% na última terça-feira (17) e quarta-feira (18). Já nesta sexta-feira (20), o volume dos três reservatórios foi de 20,3% da capacidade total.


O aumento foi devido às fortes chuvas registradas na Grande BH no fim da semana, que corresponderam a quase metade da média climatológica para o mês de novembro, que é de 227,6 mm. 

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Segundo o meteorologista do Centro de Climatologia Tempo Clima/PUC Minas, Claudemir Félix, a situação deve melhorar um pouco, já que há previsão de chuvas intensas nos próximos dias na Grande BH e também nas regiões da Zona da Mata, Triângulo Mineiro, Campo das Vertentes e sul do Estado.


— A expectativa é de que a região metropolitana feche o mês próximo da média histórica, já que também temos previsão de chuva para o fim de novembro.

Apesar do volume extremamente baixo dos reservatórios, a Copasa garantiu por meio de nota que não há risco de desabastecimento na Grande BH. A empresa informou também que, em dezembro deste ano, irá concluir a obra de captação de 5.000 litros de água por segundo do rio Paraopeba, ampliando a capacidade do sistema e garantindo "a recuperação dos reservatórios".


Ainda conforme a empresa, "a retirada da água será feita preferencialmente nos meses chuvosos" e "vai viabilizar a distribuição de água para a população da RMBH ao mesmo tempo em que permitirá a acumulação de água dos reservatórios do Sistema Paraopeba para o enfrentamento do período seco". 

A Copasa também informou que obras realizadas ao longo desta ano "aumentaram em 400 litros por segundo a capacidade de transferência da água produzida pelo Sistema Rio das Velhas para a área atendida pelo Sistema Paraopeba".

Três Marias

Volume da represa Três Marias também está em queda
Volume da represa Três Marias também está em queda

Outro reservatório em situação crítica em Minas Gerais é o de Três Marias, que abastece a usina hidrelétrica de mesmo nome, uma das principais do Estado. Nesta sexta-feira (20), o reservatório operava com 9,4% de sua capacidade. 

No final do ano passado e início deste ano, a represa chegou a operar com menos de 3% de sua capacidade total e a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) precisou reduzir a vazão de água e também desligar algumas das turbinas, diminuindo assim a geração de energia da hidrelétrica.

Agora o problema foi agravado pela situação do reservatório de Sobradinho, na região nordeste do País. Segundo o último boletim da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), divulgado no dia 13 de novembro, o volume do reservatório era de 2,7% e a previsão era de chegar a 0% de seu volume útil até o início de dezembro.

Diante dessa situação, o gerente de planejamento energético da Cemig, Marcelo de Deus Melo, informou que a ANA (Agência Nacional de Águas) e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) ainda não autorizaram a redução da vazão de água de Três Marias, que atualmente está em torno de 500 m³/s, a maior do ano. 

— Nós já pleiteamos junto à ANA a redução da vazão porque não é sustentável manter Três Marias com essa vazão para ajudar Sobradinho. É preciso que haja uma redução para preservarmos o reservatório.

Ele afirmou ainda que também será necessário reduzir a vazão de Sobradinho, que libera aproximadamente em média 900 m³/s de água para manter a navegabilidade no rio São Francisco. Em coletiva de imprensa na semana passada, o superintendente de Operação da Chesf, João Henrique Franklin, informou que já solicitou à ANA a redução para 800 m³/s. A próxima reunião das concessionárias de energia com a Agência, o ONS e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) deve acontecer no dia 25 de novembro. 

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