Pertences de casal de idosos roubados e revendidos por Paola Stephany são entregues à polícia
Três relógios de marca, um cordão de ouro e um pedaço de ouro derretido foram levados por compradores; suspeita teria recebido pagamento por pix
Minas Gerais|Alice Brito, Núbia Roberto e Raquel Penaforte, da Record Minas
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O comprador das joias levadas por Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, do apartamento de luxo dos idosos Claudio Inácio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, após esfaqueá-los, entregou os itens à Polícia Civil de Minas Gerais. O crime aconteceu na última segunda-feira (29), no bairro São Pedro, na região Centro-sul de Belo Horizonte.
De acordo com as informações, foram recuperados três relógios, uma corrente de ouro e parte de um material de ouro que havia sido derretido. Os itens recuperados estão à disposição das autoridades responsáveis até o fim das investigações.
Sobre o comprador, por meio de nota, a PCMG informou que “até o momento, não há indícios de que ele tenha agido de má-fé.”
Outras informações serão repassadas oportunamente, de acordo com o avanço das investigações e respeitando o sigilo necessário ao trabalho policial
Paola está presa desde a madrugada dessa quinta-feira (02), após ser localizada dentro de um hotel de Itabira, na região Central do estado. Ela foi ouvida e encaminhada a um presídio de Ribeirão das Neves, na região metropolitana. Nesta sexta-feira (03), Paola vai passar por audiência de custódi
Antes de matar, Paola dopou o casal com clonazepan
Pelo inquérito, que apura o latrocínio (roubo seguido de morte), a suspeita Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, teria diluído comprimidos em copos de suco e servido ao idosos Claudio Inácio Atala, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, antes de esfaqueá-los.
O resultado confirmou a presença de 7aminoclonazepam, clonazepam e alprazolam no sangue de Maria Clotilde, e 7aminoclonazepam no de Cláudio. O 7-aminoclonazepam é um metabólito do clonazepam. Todas as substâncias atuam como calmantes, e em altas dosagens, podem ser sedativos.
Relembre o caso
Na tarde dessa terça-feira (30/6), um casal de idosos foram encontrados mortos dentro de sua residência no bairro São Pedro, região Centro-Sul de BH. De acordo com o boletim de ocorrência, Maria Clotilde, de 75 anos, foi encontrada na sala, com grande quantidade de sangue no sofá. Ela apresentava sete ferimentos distribuídos entre o rosto, queixo, pelve, garganta, tórax e pescoço.
Cláudio Atala Inácio, de 76, foi localizado sobre a cama, também com muito sangue, e tinha 17 lesões nas costas, pescoço e tórax. Conforme a perícia, ambos apresentavam sinais de defesa, o que indica que tentaram reagir às agressões. Nos corpos, foram constatadas em um primeiro momento 24 perfurações, mas em depoimento, a suspeita afirmou que desferiu pelo menos 40 golpes.
Além disso, em depoimento, a suspeita teria admitido que dopou o casal com uma mistura de remédios usados em tratamento para depressão. Posteriormente, os adicionou a um suco. De acordo com o delegado Gustavo Bartella, após os idosos começarem a passar mal e perderem os sentidos, ela iniciou os ataques com uma faca que estava na residência.
Os peritos também constataram que uma gaveta onde eram guardadas semijóias estava arrombada. Além disso, os celulares do casal não foram encontrados.
Imagens de câmera de segurança flagraram a suspeita, Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, entrando no prédio com uma vestimenta e saindo usando peças de Maria Clotilde, de acordo com informações do sobrinho, Henrique Maciel.
A mulher foi presa em um hotel na madrugada desta quinta-feira (2/7), na cidade de Itabira, região Central de Minas Gerais. Ela estava acompanhada do filho de seis anos. A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando a possibilidade da mulher ter tido ajuda de mais uma pessoa para cometer o crime.
O que diz a defesa
A defesa de Paola manifesta, antes de tudo, seu profundo pesar e solidariedade aos familiares das vítimas, reconhecendo a dor irreparável vivenciada por todos os envolvidos.
No que se refere à investigação, a defesa de Paola atuará com absoluta responsabilidade, observando rigorosamente os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal.
As razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno, com base nos elementos constantes dos autos e nas provas que vierem a ser produzidas, sempre com respeito às instituições e à atuação das autoridades competentes.
Neste momento, a defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e ressalta que qualquer conclusão acerca da responsabilidade da investigada deve decorrer exclusivamente da regular instrução processual, e não de julgamentos antecipados ou da repercussão do caso.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp














