Logo R7.com
RecordPlus

PF quer demissão de escrivães suspeitos de vazamento

Os policiais federais são investigados pela operação Escobar, juntamente com três advogados de poderosos do meio político em Minas Gerais

Minas Gerais|Ezequiel Fagundes, da RecordTV Minas

  • Google News
Servidores da PF são acusados de vazar informações
Servidores da PF são acusados de vazar informações

A Polícia Federal em Belo Horizonte pediu nesta sexta-feira (12), autorização judicial para utilizar as provas obtidas pela operação Escobar, desencadeada em junho deste ano, em um processo disciplinar que pode resultar na demissão dos dois escrivães da corporação.

De acordo com a investigação da operação Escobar, Paulo Oliveira Bessa e Marcio Antonio Camillozzi Marra são suspeitos de vazar documentos sigilosos de investigados da própria PF para três advogados de pessoas poderosas do meio político de Minas. Em troca dos vazamentos, os policiais são suspeitos de receber vantagem indevida.


O pedido de demissão foi encaminhada para a Corregedoria da PF e tem como base a lei que rege o regime jurídico dos servidores públicos. Conforme a legislação, está prevista a demissão desses funcionários, sem direito a pagamento de nenhum benefício, em casos de corrupção. 

A investigação teve início depois que a PF encontrou depoimentos da operação Capitu, que tem como principal investigado o empresário Joesley Batista, na casa da jornalista Andrea Neves, irmã do deputado federal Aécio Neves (PSDB). Andrea foi chamada para prestar depoimento na condição de investigada, mas permaneceu em silêncio durante o interrogatório.


Investigados

Além dos dois policiais, são investigados na operação Escobar os advogados Ildeu da Cunha Pereira, Carlos Alberto Arges Júnior e Sânzio Baioneta Nogueira. Excluindo este último, que teve o celular apreendido, os demais chegaram a ser presos, mas já foram soltos pela Justiça.


Recentemente, a Justiça negou pedido de devolução do celular apreendido antes da realização da perícia. No caso do escrivão Marcio Marra, o pedido de liberdade foi condicionado a uma série de medidas cautelares. Entre elas, a proibição de ir na sede da Polícia Federal e de ter contato com os outros investigados, além da retenção do passaporte.

Conforme revelou o R7, com base em documentos da investigação, o advogado Arges Júnior transferiu uma moto para o escrivão Marcio Marra. Entre outros clientes, o advogado defende o empresário Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais). Oswaldinho, como é mais conhecido, é investigado junto com Aécio Neves no inquérito que apura fraude na obra da Cidade Administrativa.


O outro lado

Em entrevista, o advogado de Marcio Marra, Hassan Souki, disse ter ficado surpreso com o pedido de demissão, pois o caso ainda está na fase de inquérito, sem qualquer acusação formal. O advogado de Paulo Bessa foi procurado e disse que não defende mais o policial.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.