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Poder público avalia abolir pagamento com dinheiro nos ônibus de BH

Proposta foi sugerida pelas empresas que operam o serviço, durante reunião sobre mobilidade urbana na cidade

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Empresas afirmam que projeto não iria restringir acesso aos ônibus
Empresas afirmam que projeto não iria restringir acesso aos ônibus

A Prefeitura de Belo Horizonte e a Câmara Municipal avaliam a possibilidade do pagamento da tarifa de ônibus na cidade ser feito exclusivamente pelo bilhete eletrônico, colocando fim ao pagamento por dinheiro.

A proposta foi levantada por Raul Lycurgo, presidente do Setra-BH (Sindicato das Empresas de Transporte de Belo Horizonte) durante reunião do grupo de trabalho sobre mobilidade urbana, nesta terça-feira (30).


O representante das companhias avaliou que o projeto é viável na cidade e traria benefícios. Para mostrar a abertura à medida, Lycurgo apresentou um dado de que 70% dos usuários do serviço na cidade usam cartão de transporte, enquanto o pagamento em cédula é feito por 18%.

O subprocurador do município, Caio Perona, apontou que é importante garantir que nenhum morador sem o cartão eletrônico terá restrição de acesso com a implantação do novo modelo de pagamento. Lycurgo avaliou que o problema é "simples" de resolver.


Sem precisar datas, o secretário municipal de Fazenda, João Fleury, disse que a prefeitura vai estudar as medidas necessárias. A Câmara também se propôs a avaliar quais seriam as eventuais alterações na legislação para viabilizar a proposta. Enquanto isto, o Setra vai estudar as estratégias para garantir o acesso ao transporte mesmo para aqueles que não usam cartão de pagamento.

Em nota, a prefeitura avaliou que a proposta trata-se de um "assunto ainda embrionário".


Em entrevista ao R7, Paulo César da Silva, presidente do STTR-BH (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Belo Horizonte) avaliou o projeto como positivo para os motoristas que têm acumulado a função de cobradores.

"O motorista não teria a preocupação de cobrar o troco, teria mais atenção no trânsito e não reduziríamos os problemas de saúde causados pela carga de estresse entre os trabalhadores. Tudo isso pode reduzir o número de acidentes de trânsito", avalia.


Silva ainda avalia que o pagamento exclusivamente eletrônico não iria restringir o acesso aos ônibus. "Tem que fazer uma campanha para popularizar o serviço, mostrar como fazer o pagamento. Outro detalhe é que não precisa ser pago só por cartão. Poderíamos aceitar tickets de papel, como acontece no metrô. Eles seriam disponibilizados em postos de vendas acessíveis a todos", sugere.

Atualmente, os ônibus da capital mineira aceitam pagamento da tarifa de R$ 4,50 por cartão, dinheiro e aplicativo de celular.

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